Guarda de Sumaré acusado por morte de servidor é absolvido

Patrulheiro foi denunciado pelo MP por ter matado, com golpes de cassetete, o funcionário público municipal Wilson Matano


Foto: Arquivo / O Liberal
A vítima morreu após se envolver numa confusão com o guarda municipal na rodoviária da cidade

A Justiça de Sumaré rejeitou um pedido do Ministério Público para levar a julgamento, pelo Tribunal do Júri, o guarda municipal Rubens de Souza. Ele era acusado de matar, com golpes de cassetete, o funcionário público municipal Wilson Matano, em abril de 2016.

A vítima morreu após se envolver numa confusão com o guarda municipal na rodoviária da cidade. Embriagado, ele ofendeu motoristas e funcionários, que chamaram a corporação. Após ser contido e imobilizado, Souza o levou para atendimento médico em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e, depois, para o plantão policial.

O relatório desse atendimento médico apontou lesões apenas no braço. Cinco dias depois, no entanto, ele deu entrada no Hospital Estadual de Sumaré, com lesões na cabeça e morreu. Segundo o laudo da necrópsia, ele teve uma hemorragia cerebral.

Como nenhuma testemunha presencial viu o guarda batendo na cabeça da vítima, o juiz concluiu que não havia provas suficientes para levá-lo a julgamento.

“A bem da verdade, certo é que a vítima, padecente de cirrose hepática e anemia falciforme, enredada no severo consumo do álcool, apareceu com um pequeno corte na cabeça, depois inclusive de socorrida na unidade de pronto-atendimento, e faleceu, sem que se possa, indiciariamente, atribuir o seu óbito ao réu”, diz um trecho da sentença.

O advogado Ghilherme Vidoto, que atua no escritório responsável pela defesa do guarda, se disse satisfeito com a decisão. “Pelo menos por enquanto, a Justiça foi feita”, declarou.

Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério Público informou que o promotor do caso ainda não tomou ciência da sentença. Quando isso ocorrer, ele irá analisar um possível recurso.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora