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João Miguel

Família doará órgãos de menino que morreu após levar choque em Sumaré

João Miguel foi eletrocutado quando estava na beira de uma piscina durante uma confraternização

Por Leonardo Oliveira

06 out 2020 às 16:41 • Última atualização 06 out 2020 às 19:46

Os familiares do menino João Miguel Alves Didone, de oito anos, que faleceu após levar um choque em uma confraternização familiar no Condomínio Residencial Parque da Floresta, em Sumaré, decidiram doar os órgãos da criança.

João Miguel morava em Sumaré com a família – Foto: Reprodução/Facebook

A informação foi revelada nesta terça-feira (6) ao LIBERAL pela tia Sandremari Didone, irmã do pai de João Miguel. O acidente aconteceu no dia 27 de setembro e a criança ficou internada durante uma semana no Hospital Estadual de Sumaré. No último domingo, porém, teve a morte cerebral constatada, segundo a tia.

Segundo informações do boletim de ocorrência, João Miguel estava deitado na beira da piscina com um de seus tios, próximo a um spot de iluminação instalado no chão. Em certo momento, os dois sofreram uma descarga elétrica. Um outro parente conseguiu puxar o menino pelo braço, cessando a descarga.

João ficou desacordado. Já o tio, levantou e começou a realizar procedimentos para tentar reanimar a criança. Pessoas presentes no local ainda acionaram uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel e Urgência) e do Corpo de Bombeiros.

Com a demora, o próprio tio resolveu levar a criança até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Macarenko. Lá, João Miguel chegou com sinais vitais. Depois de ser estabilizado, foi transferido ao Hospital Estadual de Sumaré, onde ficou internado desde então.

“No dia 4 refizeram os exames, onde deu morte encefálica, por volta das 22 horas. A mãe e o pai decidiram fazer a doação de órgãos e o hospital manteve sob medicação e máquinas até hoje de manhã”, disse Sandremari à reportagem.

João era apaixonado por futebol e atuava na Escola Coxa de Sumaré, o centro de formação do time do Coritiba (PR) na cidade.

“Adorava futebol e, ultimamente, por causa da pandemia, ficava jogando no Playstation. Era uma criança fora do comum, era um grude, adorava ficar grudado com a gente, não podia ver alguém sentado que vinha sentar no colo, sempre alegre, contagiava a todos, muito educado, carinhoso, estudioso, adorava comer de tudo, principalmente legumes e feijão” finalizou a tia.

Até a publicação desta reportagem, não havia horário e local definidos para velório e sepultamento.

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