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Sumaré

Cobrança para estacionar no Hospital Estadual Sumaré gera críticas

Tarifa está sendo cobrada desde a última segunda-feira; como contrapartida, empresa responsável pelo serviço vai criar mais vagas de estacionamento

Por Caio Possati

26 Janeiro 2022, às 19h19 • Última atualização 27 Janeiro 2022, às 09h58

Atualmente há 266 vagas no estacionamento do Hospital Estadual - Foto: Divulgação

A cobrança sobre visitantes para estacionar o veículo no HES (Hospital Estadual Sumaré) tem gerado críticas e questionamentos por parte de munícipes e de políticos da região. Desde a última segunda-feira (17), o hospital tem cobrado R$ 7,00 reais a primeira hora, e mais R$ 5,00 a cada hora adicional para as pessoas que usarem o espaço.

Por conta da situação, o vereador e presidente da Câmara de Sumaré, Willian Souza (PT), gravou um vídeo em frente ao hospital, na última terça-feira (25), condenando a cobrança da tarifa: “O povo, para entrar no hospital estadual, que é um local público, um lugar do Estado, precisa pagar agora”, disse.

Hospital Estadual de Sumaré está cobrando pelo estacionamento desde a semana passada – Foto:

A gravação mostra que o parlamentar chegou a usar o estacionamento do local. “A população tem reclamado muito para nós [vereadores], e eu vim aqui pessoalmente  por essa questão. Qual o motivo de cobrar estacionamento?”, questionou Willian.

De acordo com a assessoria do hospital, a cobrança da tarifa é de responsabilidade da empresa Estapar que, como contrapartida, construirá um bolsão que vai adicionar 135 vagas às atuais 266 existentes no estacionamento da unidade. Questionado pelo LIBERAL, o hospital não respondeu qual é a previsão de término da obra.

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Também como compensação pela cobrança, a empresa vai realizar os trabalhos de cobertura de sinistros, cancela automática, asfaltamento do novo bolsão e o serviço de monitoramento do estacionamento durante 24 horas. Funcionários do hospital estão isentos do pagamento da tarifa.

O desconforto pela cobrança chegou ao deputado estadual Dirceu Dalben (PL), que acionou o Governo do Estado de São Paulo para suspender a cobrança do estacionamento do HES.

“Grande parte da população que é atendida nos serviços públicos de saúde não possui recursos financeiros para fazer frente a este tipo de despesa”, alegou o deputado.

Para ele, a cobrança pode prejudicar os acompanhantes de pacientes que precisam ficar internados por longos períodos no hospital. “Em alguns casos, o tratamento perdura horas, dias, semanas. São inúmeras dificuldades impostas num momento em que as pessoas mais precisam de apoio”, destacou.

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