Alunos protestam na câmara por melhorias em escola

Estudantes reclamam que estrutura da unidade é precária; prefeitura diz que obras serão feitas no recesso escolar


Alunos da Escola Municipal Dr. Leandro Franceschini, de Sumaré, protestaram durante sessão da Câmara Municipal na noite desta terça-feira (22) contra os problemas estruturais da unidade escolar. Antes disso, houve uma passeata que contou com cerca de 150 participantes, entre estudantes e professores.

Foto: Divulgação
Estudantes protestaram em direção a Câmara Municipal de Sumaré nesta terça-feira

Os manifestantes não chegaram a usar a tribuna do espaço, mas foram ouvidos pelo presidente da câmara, o vereador Willian Souza (PT), além dos vereadores Dudu Lima, João Maioral e Marcio Brianes. “Cumprimos nosso papel de receber as demandas dos alunos, prezando sempre pelo diálogo, e vamos encaminhar na forma da lei”, afirmou Willian Souza.

De acordo com uma das estudantes que participou do movimento, que pediu para não ser identificada, ficou marcado para esta quinta-feira uma reunião entre eles, o prefeito Luiz Dalben (PPS) e membros da secretaria de Educação.

Além do ensino médio, a instituição de ensino ainda conta com cursos técnicos nas áreas de administração de empresas, contabilidade, informática e segurança do trabalho. São diversos problemas relatados pela estudante Keterlyn Tavares, de 18 anos.

Ela aponta que o prédio onde funciona a unidade, na Rua Geraldo de Souza, no Jardim São Carlos, está com infiltrações, rachaduras e com a fiação elétrica sem proteção. “A gente já foi atrás disso, o pessoal fala que vai avaliar, mas não avalia”, disse.

De acordo com Keterlyn, o banheiro da quadra poliesportiva, onde os alunos tomam banho depois das aulas, “não está funcionando”, as luzes estão quebradas e parte dos ventiladores também apresenta defeito. “Não é [para pedir] a retirada do diretor, a gente só quer as melhorias e que eles realizem o que eles tanto prometem pra gente”, acrescenta.

Procurada pelo LIBERAL, a Prefeitura de Sumaré afirmou que está em andamento uma licitação para contratação de uma empresa para realizar a reforma do prédio da escola e que os reparos não podem ser feitos durante o ano letivo. Por isso, é necessário aguardar o recesso escolar para que haja o início das obras. “Porém, as melhorias menores, como troca das lâmpadas, já foram realizadas”, disse.

“As salas de aula receberão a implantação de ares-condicionados, que já foram adquiridos pela Administração, porém, como será necessário mexer na instalação elétrica da escola, para não comprometer as aulas, isso também será feito quando o ano letivo for encerrado”, acrescenta a nota enviada.

Outra reclamação é a grade curricular da unidade. Keterlyn diz que alunos e professores chegaram a um consenso sobre um modelo e o apresentaram à secretaria de educação, mas esse modelo não foi aprovado. A administração disse que houve uma reunião do prefeito com o grêmio estudantil da escola em setembro.

“Os professores da escola propuseram uma nova grade curricular e a Secretaria de Educação propôs outra. Um encontro entre Administração, alunos e professores foi realizado e a nova grade montada em comum acordo de todos. A partir de 2020, para os alunos ingressantes, a nova grade curricular do ensino básico será aplicada. A grade curricular do ensino técnico será mantida”, afirma.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora