Acordo com a prefeitura põe fim em greve de motoristas

Reunião da categoria com o prefeito Luiz Dalben (PPS) sacramentou o fim da greve e por volta das 17 horas os ônibus voltaram a circular normalmente


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Durou menos de um dia a paralisação dos trabalhadores do transporte urbano e metropolitano de Sumaré. O movimento começou em protesto pela agressão de uma funcionária por um perueiro, na semana passada, porém, uma reunião da categoria com o prefeito Luiz Dalben (PPS) sacramentou o fim da greve e, por volta das 17 horas desta terça-feira (12), os ônibus voltaram a circular normalmente. Três pontos solicitados pelos grevistas foram atendidos para que a situação voltasse ao normal.

Após o episódio da agressão, a prefeitura revogou a permissão do perueiro e proibiu a circulação do veículo por 15 dias. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Americana e Região, Paulo Sérgio Silva, o irmão do agressor, que também estaria ameaçando os motoristas, será mais um afastado.

Foto: Marina Zanaki / O Liberal
Após reunião com o prefeito de Sumaré, Luiz Dalben, greve de motoristas da Ouro Verde teve fim nesta terça

Outro ponto acordado é que tanto motoristas do transporte coletivo como perueiros poderão fazer denúncias pelo telefone 156, e o último, que a Guarda Municipal fará mais rondas nos bairros Maria Antônia e Parque Itália.

A reclamação é que os perueiros não deixariam os ônibus chegarem nos pontos finais destas regiões porque perderiam passageiros. Ainda participaram da reunião representantes da Guarda Civil, Polícia Militar, Civil e da Coopersum (Cooperativa dos Perueiros de Sumaré).

A manifestação na manhã desta terça afetou 30 mil passageiros e 27 linhas. O trânsito no viaduto Comendador Aristides Moranza, na entrada da cidade, foi bloqueado com ônibus pelos manifestantes. Na sequência, eles estiveram na frente da Prefeitura de Sumaré cobrando o encontro com o prefeito.

Determinação

Antes da reunião, o desembargador Edmundo Fraga Lopes, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, havia determinado que 50% dos motoristas da Ouro Verde – concessionária do transporte coletivo de Sumaré – voltassem ao trabalho.

A multa, em caso de descumprimento da decisão, seria de R$ 50 mil por trabalhador que não retornasse ao trabalho e deveria ser paga pelo sindicato da categoria.

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