Torcedor diz que levou tapa na cara de diretor do União Barbarense

Ele registrou um boletim de ocorrência no plantão policial da cidade contra Clayton Vieira; clube afirma que irá denunciar o torcedor por injúria


Um estudante de 33 anos acusa o diretor de futebol do União Barbarense, Clayton Vieira, de tê-lo agredido na tarde desta segunda-feira (9), durante jogo-treino do Leão da 13 contra o Capivariano, no Estádio Antonio Guimarães. O clube, em nota, disse que vai denunciar o torcedor por injúria racial.

O estudante registrou um boletim de ocorrência no plantão policial da cidade na noite de ontem. No documento, ele relata que estava no estádio com a esposa e o filho assistindo ao duelo. Por não estar satisfeito com o desempenho dos jogadores, os criticou, dizendo “vai estudar, vai fazer Senai”.

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Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
O diretor de futebol do União Barbarense, Clayton Vieira

O estudante ainda disse que na hora de ir embora do estádio foi cercado por Clayton e pelo presidente do clube, Daniel de Casto, o Gordo, e que eles teriam o xingado. Ele ainda acusa o diretor de futebol de ter dado um tapa em seu rosto.

O União Barbarense divulgou uma nota no início da tarde adiantando que pretende fazer uma representação na Polícia Civil por injúria racial contra o torcedor. Segundo o clube, o homem teria ofendido a honra dos atletas fazendo referências a características étnicas. Os próprios jogadores teriam se revoltado e pedido para que um boletim de ocorrência fosse registrado.

A reportagem tentou contato com o denunciante, mas as ligações feitas ao seu telefone não foram atendidas. Procurado, Clayton disse que a nota divulgada pelo clube representa seu posicionamento.

Confira a nota na íntegra

Em relação ao incidente ocorrido ontem no estádio, durante o jogo-treino União x Capivariano, a diretoria do União Barbarense cita que um indivíduo que se diz torcedor do alvinegro passou todo o treinamento ofendendo atletas e comissão técnica, como o próprio admitiu que ofendeu os atletas no boletim de ocorrência que registrou na polícia.

Inclusive a diretoria, a pedido dos atletas, deve fazer uma representação na Polícia Civil por injúria racial praticada pelo indivíduo. O clube possui áudios e vídeo do acontecimento. O departamento jurídico irá tomar as devidas providências nos próximos dias.

 

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