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Pronto-socorro

Servidores da Saúde pedem mudanças nos plantões em Santa Bárbara

Profissionais alegam que carga horária atual é desgastante e atrapalha a vida

Por Leonardo Oliveira

20 jan 2021 às 07:40 • Última atualização 20 jan 2021 às 10:18

Técnicos de enfermagem e de farmácia de Santa Bárbara d’Oeste apelam por mudanças no horário dos plantões nos prontos-socorros Edison Mano e Afonso Ramos. Em vigor desde dezembro de 2018, a carga horária atual não agrada aos profissionais, que pedem uma adequação ao que é praticado em outras cidades da região.

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O argumento dos agentes de saúde ouvidos pela reportagem do LIBERAL é de que a rotina atual é mais desgastante e atrapalha a vida de quem tem filhos e de quem necessita do transporte público, já que as trocas de plantões acontecem em horários fora do padrão, às 5h30, 11h, 16h30 e 22h30.

“Se o intuito foi cortar hora extra, está gerando mais ainda. Todo o dia está precisando de hora extra. Funcionário entrou em depressão, se afastou, porque é um horário que nenhum hospital do Brasil que eu conheço faça”, disse um dos profissionais ouvidos pela reportagem, que pediu para não ser identificado.

Além disso, a mudança ocorrida há pouco mais de dois anos também acabou com as jornadas 12×36 (12 horas trabalhadas na sequência com 36 horas de descanso) para aqueles do período noturno, que passaram a trabalhar todos os dias, exceto as duas folgas que têm direito a cada seis dias de expediente cumpridos.

Isso criou dificuldades para os técnicos assumirem mais de um vínculo, prática comum na Saúde para conseguirem um complemento na renda.

Antes, os técnicos de enfermagem e de farmácia do PS Edison Mano se dividiam nos seguintes horários: das 6 às 12h, das 12 às 18h e das 18 às 6h (escala noturna na jornada 12×36). Já no Afonso Ramos a carga era: 7 às 13h, das 13 às 19h e das 19 às 7h (escala noturna na jornada 12×36).

A carga horária total, segundo os profissionais ouvidos, era de 30 horas semanais, número que subiu para 36. No modelo atual, os plantões dos servidores acontecem das 5h30 às 11h30, das 11 às 17h, das 16h30 às 22h30 e das 22h30 às 5h30.

Insatisfação
“Se você entrar de manhã, não consegue chegar 5h30 porque não tem um ônibus para você vir. Se você sair às 22h30, as vezes não consegue se deslocar até a rodoviária para pegar o último ônibus para ir para casa”, disse uma profissional, também de forma anônima.

No Hospital Municipal de Americana, por exemplo, todos os turnos para a enfermagem são 12×36, com plantões das 6 às 18h e das 18 às 6h. “A mudança de horário acabou acarretando uma rotatividade bem maior de funcionários, porque as pessoas não aguentam, não conseguem se adequar ao horário e acabam pedindo exoneração”, disse um outro agente entrevistado.

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Santa Bárbara d’Oeste tem sido procurado por servidores insatisfeitos com a situação. Ao LIBERAL, o presidente do órgão, Giovanni Bonfim, disse que o caso está sendo analisado e discutido com o DP (Departamento Pessoal) da prefeitura.

O caso foi alvo de um requerimento do vereador Eliel Miranda (PSD), protocolado na Câmara na última semana. A prefeitura informou que aguarda receber esse documento para depois responder os questionamentos.

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