Santa Bárbara tem fevereiro mais chuvoso em 22 anos

Município registrou 262 milímetros até esta quarta; formação de um canal de umidade trouxe grandes volumes para região


Santa Bárbara d’Oeste teve o mês de fevereiro com maior volume de chuvas dos últimos 22 anos. Isso é o que indica o pluviômetro instalado na Represinha, ponto de captação de água bruta no Jardim Santa Alice. Foram 262 milímetros de chuva registrados até esta quarta-feira. O último ano com maior volume em fevereiro foi 1998, com 383 milímetros.

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Foto: Rudi Silva
Raios registrados no Dona Margarida, em S. Bárbara, nesta quarta

Na RPT (Região do Polo Têxtil) a situação é semelhante. Mesmo antes de terminar, fevereiro já é o mais chuvoso dos últimos anos. A ocorrência de um canal de umidade e de frentes frias em curtos períodos de tempo explicam o fenômeno, segundo o CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

De acordo com a Defesa Civil de Americana, esse é o fevereiro mais chuvoso dos últimos quatro anos. Com base em dados do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), o órgão indicou que havia chovido 255 milímetros na cidade desde o dia 1º até esta quarta-feira. O ano com maior precipitação para um mês de fevereiro havia sido 2016, com 172 milímetros.

Nova Odessa registrou 242 milímetros de chuva esse mês. A cidade está próxima do recorde dos últimos dez anos – o único outro ano com tanta precipitação foi 2015, com 246 milímetros.

Nas três cidades não houve registro de ocorrências relacionadas à chuva no feriado, segundo as Defesas Civis.

Já em Piracicaba, houve a queda de 40 árvores e interdição de ruas por conta das chuvas nos últimos dias. Desde o início do mês, a cidade acumula 400 milímetros de precipitação.

Meteorologista do CPTEC, Marcos Viana explica que a formação de canais de umidade são fenômenos comuns no verão, podendo ocorrer com maior ou menor intensidade. Ele indica que foi esse fenômeno que provocou as fortes chuvas em Minas Gerais que resultaram na morte de 57 pessoas em janeiro.

“Esses volumes bem significativos de chuvas são cíclicos. Acontecem de anos em anos. A gente pode ter um fenômeno que traga um volume significativo de precipitação e transtornos para as cidades”, analisou Viana.

A passagem de uma frente fria vai trazer chuvas por todo o Estado hoje. Amanhã e no sábado a precipitação ainda pode ocorrer em pontos isolados da região.

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