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Covid-19

Santa Bárbara registra a segunda maior mortalidade por coronavírus na RMC

Cidade tem 126 mortes por 100 mil habitantes, segundo levantamento realizado pelo Observatório da PUC-Campinas

Por Marina Zanaki

13 jan 2021 às 08:02 • Última atualização 13 jan 2021 às 08:54

A cidade de Santa Bárbara d’Oeste tem a segunda maior mortalidade pelo novo coronavírus (Covid-19) na Região Metropolitana de Campinas.

De acordo com o Observatório da PUC-Campinas, o município registra nesta terça-feira 126,1 mortes a cada 100 mil habitantes. O índice só é menor do que Campinas, que tem 130,1 mortes por 100 mil habitantes.

Esse indicador permite relacionar o número de mortes pela proporcionalidade da população. As duas cidades estão, inclusive, no grupo dos 25% com maiores taxas de mortalidade no estado de São Paulo, de acordo com o Observatório.

A Secretaria de Saúde de Santa Bárbara d’Oeste disse que trabalha para reduzir o número de casos, internações e mortes.

A pasta revelou que trabalha na elaboração do plano de vacinação, e que aguarda orientações do Grupo de Vigilância Epidemiológica de Campinas para sua conclusão e divulgação.

O município lembrou que mantém a estrutura do Hospital de Campanha e um prédio anexo ao pronto-socorro Edison Mano para os pacientes infectados. Nesta terça, os leitos públicos da cidade com respiradores tinham 53% de ocupação e as enfermarias Covid-19 apresentavam 52% dos leitos ocupados.

A Secretaria de Saúde alertou que o cumprimento das medidas sanitárias depende do esforço de cada cidadão. “Sem o contágio, não existe a possibilidade do óbito pela doença”, disse o município.

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Santa Bárbara contabiliza 250 mortes pela pandemia, o segundo maior número na RPT (Região do Polo Têxtil), atrás apenas de Sumaré, que é mais populosa.

Nova Odessa tem a quarta maior mortalidade por 100 mil habitantes na RMC – 115,4. Na sequência aparece Americana, com índice de 99,8; Sumaré, com 90,7; e Hortolândia, com 81,2.

Disparada
A RMC fechou o período de 3 a 9 de janeiro de 2021 com um aumento de 57% nos casos e 54% nas mortes em relação à semana anterior, segundo Informativo Convid-19 do Observatório PUC-Campinas. No período, foram contabilizados 5,7 mil novos casos e 137 mortes.

O infectologista André Giglio Bueno, que integra o Observatório, avalia que o aumento está relacionado às exposições ocorridas no Natal, já que se encaixa no período médio de duas semanas para hospitalização do paciente.

“Ou seja, os reflexos das exposições ocorridas no período da virada de ano provavelmente ainda não estão representados nestes últimos dados. Fato extremamente preocupante, já que as pressões sobre o sistema de saúde são grandes”, disse o profissional ontem.

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