Santa Bárbara passa a ter soro antiescorpiônico

As ampolas chegaram ao pronto-socorro Afonso Ramos, na Zona Leste, no dia 23 de novembro


Um mês após a morte da menina Maria Eduarda Pigatto, de 10 anos, – picada por um escorpião na casa dos avós, no bairro Jardim Europa – a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste obteve a autorização do governo do Estado para se tornar polo de distribuição do soro antiescorpiônico.

A criança morreu uma hora e meia depois de dar entrada no pronto-socorro Edison Mano e não chegou a receber o soro, na época disponibilizado na região apenas pelo Hospital Municipal Waldermar Tebaldi, em Americana. O LIBERAL revelou, após a repercussão do caso, que a solução levou uma hora para ser solicitada. As duas unidades ficam a 16 quilômetros de distância.

Foto: Prefeitura de S.Bárbara / Divulgação
Soro antiescorpiônico copy

Desde a morte da menina, o prefeito de Santa Bárbara, Denis Andia (PV), vinha defendendo o atendimento prestado pelo serviço municipal e que ela sofre uma “reação atípica”. Mesmo assim, afirmou em entrevista à emissora municipal de rádio, que pediu “com veemência” à Secretaria estadual de Saúde que a cidade fosse polo de distribuição do antídoto.

As ampolas chegaram ao pronto-socorro Afonso Ramos, na Zona Leste, no dia 23 de novembro, mas a homologação do município como polo foi divulgada nesta sexta-feira, dia 7.

Segundo a Secretaria de Saúde de Santa Bárbara, desde 2003, foi necessária a aplicação do soro em apenas 0,6% dos casos de acidentes com picadas de escorpião no município. Em 99,4% dos casos, as demais ações de bloqueio com medicamentos foram suficientes e alcançaram êxito na recuperação do paciente.

Ainda de acordo com a pasta, são realizadas ações preventivas para evitar acidentes com picadas e a proliferação dos escorpiões. “A prefeitura realiza constantemente visitas domiciliares para controle e orientação dos casos que envolvem ocorrência de escorpiões. Equipes estão percorrendo todas as residências das áreas com maior risco de acidentes. Em cada visita é realizado um diagnóstico dos riscos existentes e o morador é informado sobre quais as ações deve tomar para resolver os problemas verificados”, diz a nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira.

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