Santa Bárbara fiscaliza e multa mais

Setembro registrou o maior número de multas por agentes em dois anos; secretário diz que fiscalizações foram intensificadas


A Sesetran (Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Defesa Civil) de Santa Bárbara d’Oeste aplicou 1.420 multas de trânsito no mês de setembro, o maior número em um mesmo mês nos últimos dois anos – em julho de 2017 foram 1.860 autuações.

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As informações constam no portal da transparência da prefeitura. Em relação a setembro de 2018, quando foram aplicadas 870 multas, houve um aumento de 63%.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Foram 346 multas aplicadas em setembro em Santa Bárbara d’Oeste

Ao todo, R$ 368 mil foram arrecadados no mês passado. Como os radares não estão funcionando desde fevereiro do último ano por conta de um imbróglio judicial, os dados se referem somente às fiscalizações realizadas por guardas municipais e agentes da Estapar, que gere o serviço de estacionamento rotativo na cidade.

Segundo o secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil, Rômulo Gobbi, as fiscalizações de trânsito foram intensificadas neste período, por isso foi registrado um aumento nas multas. “Mais fiscalização, encontram mais infratores e consequentemente mais multas são lavradas”, disse ao LIBERAL.

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Na Área Azul se concentra o maior número de infrações. Em setembro, foram 346 (24,3% do total) multas emitidas por estacionamento em desacordo com a regulamentação, ou seja, aqueles que pararam em uma das vagas do sistema e não pagaram a tarifa.

“A Área Azul comporta mil vagas, então se você fizer um comparativo dentre mil vagas, o número não é tão alto pelo movimento que tem na área central”, avalia.

Gobbi lembra que nestes casos os motoristas têm três possibilidades de quitar o débito até o dia seguinte à autuação antes de receber a multa para pagar (na hora que para, depois de receber a notificação no carro e no dia seguinte, na prefeitura). “As pessoas recebem as multas é porque não cumpriram as três primeiras”, destaca.

O não uso do cinto de segurança aparece na sequência, com 197 autuações, seguido da conversão à esquerda em local proibido pela sinalização, com 159 multas. Apesar de não aparecer no top 3, a utilização do celular ao volante também preocupa o secretário.

“O celular hoje é um veneno porque você não consegue provar que aquela pessoa colidiu o veículo porque estava manuseando o celular, porque geralmente quando se envolve em acidente, elas não confessam que estavam manuseando”, acrescenta.

Para Gobbi, a repressão é fundamental para reeducar quem não assimilou os princípios de uma boa condução. “Uma pessoa que é multada por não usar o cinto de segurança passa a usar e isso já é gratificante pra gente, porque a multa valeu a pena”, diz.

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