Radares começam a ser instalados em Santa Bárbara

Cidade completa dois anos sem ação eletrônica em fevereiro, quando os aparelhos de fiscalização de trânsito estão previstos para funcionar


A empresa Perkons S/A iniciou nesta terça-feira a instalação dos equipamentos de fiscalização eletrônica de trânsito em Santa Bárbara d’Oeste. Antes previstos para entrarem em funcionamento no final deste mês, agora a expectativa da prefeitura é de que os aparelhos estejam operando até a primeira quinzena de fevereiro, quando a cidade completa dois anos sem fiscalização.

O vínculo com antiga fornecedora, DCT Tecnologia, venceu em fevereiro de 2018. A Perkons foi habilitada para operar os radares após um imbróglio judicial que começou em março do ano passado e só teve desfecho em novembro.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Av. Santa Bárbara é um dos pontos com radares, e no total serão 26 equipamentos em 16 pontos

No total, serão 26 equipamentos em 16 pontos da cidade. Entretanto, a prefeitura não vai divulgar a relação de vias que receberão os detectores de velocidade até a conclusão da implantação.

“A Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Civil informa que os equipamentos de controle de velocidade devem entrar em funcionamento entre o final de janeiro e primeira quinzena de fevereiro. Ao todo 16 pontos receberão os novos equipamentos”, informou a prefeitura.

O secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil, Rômulo Gobbi, confirmou ao LIBERAL apenas que a instalação desta terça começou pela Avenida Santa Bárbara, onde já existia a fiscalização por radar. As avenidas Bandeirantes e São Paulo também são outros pontos que devem manter os aparelhos.

“Nesses 16 pontos não é nada assim. fixo. É algo que pode aumentar, dependendo dos problemas. Os locais a gente preferiu não divulgar durante o trâmite da instalação. Fazer a divulgação com 100% de certeza. Sempre é possível ter alteração, mas a princípio são esses (já escolhidos)”, afirmou Gobbi.

Desde que o contrato com a DCT terminou, em fevereiro de 2018, a prefeitura publicou três editais para contratar o serviço. Os dois primeiros foram suspensos pela próprio Governo Denis Andia (PV) para revisão técnica.

Quando a licitação finalmente foi realizada, em fevereiro do ano passado, a DCT ofereceu o melhor preço, de R$ 1,3 milhão por ano, e foi a vencedora. Porém, no mês seguinte, a Perkons conseguiu na Justiça um mandado de segurança após apontar falta comprovação de capacidade técnica da concorrente.

Depois de sete meses com o caso travado na esfera judicial, a prefeitura decidiu revogar a habilitação da vencedora e convocou a Perkons para assumir o serviço. O contrato firmado é de um ano, prorrogável por mais três, ao custo de R$ 1,8 milhão por cada período de 12 meses.

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