Quadrilha usava bares para vender drogas em S.Bárbara

Polícia Civil já prendeu 20 pessoas que participavam do esquema que movimentava 25 quilos de drogas por mês


Uma quadrilha de 25 pessoas usava dois bares para vender drogas na região do bairro Cidade Nova, em Santa Bárbara d’Oeste, e é suspeita de atacar dois postos de combustíveis com explosivos e matar um dos próprios “funcionários” da organização criminosa.

As informações são da Polícia Civil, que prendeu 20 deles sob acusação de tráfico, associação para o tráfico e porte ilegal de armas. Catorze prisões ocorreram no início do mês e as outras seis no curso da investigação, que durou quase cinco meses e resultou na apreensão de 25 quilos de maconha e cocaína.

Os roubos aos postos e o homicídio são apurados, segundo o delegado titular da cidade, Eduardo Simões Miraldi. A polícia acredita que o bando movimentava 25 quilos de drogas por mês e investiga a relação dos suspeitos com os cerca de 500 quilos de entorpecentes apreendidos semana passada, em uma chácara no limite com Limeira.

Foto: Polícia Civil / Divulgação
Durante as investigações, 25 quilos de drogas, entre cocaína e maconha, foram apreendidos

O inquérito aponta a existência de uma quadrilha que, segundo a polícia, era chefiada por Fábio Teixeira da Silva, o Black, de 39 anos, que tinha dois assistentes logo abaixo dele: Patrick Alburguete, de 23 anos, e Jonathan Willian Rodrigues, de 22. Os três estão entre os presos. Os demais membros vendiam, guardavam ou entregavam a droga nas biqueiras, segundo Miraldi. Duas mulheres integravam o grupo. Uma delas, grávida, está entre os cinco foragidos.

Alburguete, segundo o delegado, é suspeito de um homicídio em janeiro. A vítima era um “funcionário” do grupo, de 21 anos. O motivo do crime ainda não está esclarecido. Os ataques aos postos de combustíveis aconteceram nos dias 14 e 17 de fevereiro, em Santa Bárbara. Explosivos foram usados para tentar abrir os cofres. Num dos casos, os ladrões conseguiram levar o dinheiro.

A venda de drogas também acontecia na rua, mas os principais pontos de tráfico eram os dois bares, um na Rua Ribeirão Preto e outro na Belo Horizonte. A suspeita é que um deles pertencia a Black, que nega. “Funcionavam das 8 da manhã à meia-noite”, afirma o delegado.

Foto: Polícia Civil / Divulgação
Uma moto aquática está entre os produtos que foram apreendidos pela polícia através de mandados de busca

Durante as investigações, 25 quilos de drogas, entre cocaína e maconha, foram apreendidos e seis membros do grupo foram presos. No início do mês, a Polícia Civil deteve os outros 14 por meio de mandados de prisão temporária. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos uma moto aquática, quatro carros, uma moto, duas armas e anotações referentes ao tráfico.

O suposto chefe da quadrilha, Fábio Teixeira da Silva, o Black, pagava R$ 10 mil por mês na parcela de um Honda Civic seminovo, segundo o delegado Eduardo Miraldi. Ele financiou o carro em oito ou nove parcelas. O suspeito morava em um “bom apartamento” no Jardim Terramérica 2, em Americana, segundo o delegado. “Ele era o topo da pirâmide”, comentou. De acordo com Miraldi, o suspeito se livrou do carro durante a apuração. Nas escutas telefônicas realizadas pela polícia foi possível perceber o medo que os demais integrantes tinham do líder, segundo o delegado.

Todos os demais presos viviam na região do Cidade Nova, em Santa Bárbara. O rendimento deles com o tráfico era muito menor. Vendedores ganhavam, em média, R$ 100 por dia. Pessoas que aceitavam guardar entorpecentes em suas casas ganhavam R$ 100 por semana. “Se fosse dois tipos de droga, ganhava R$ 200”, afirma o delegado. “Percebe-se que o tráfico era para frequentar balada, carro, roupa da moda”, diz Miraldi.

O delegado afirma que o inquérito está na fase final. Nenhum dos suspeitos quis se manifestar, diz a polícia. O LIBERAL não conseguiu encontrar seus advogados.

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