Promotor pede acolhimento de criança que teria sido abandonada

Menina de três anos foi encontrada com um pedreiro embriagado e um amigo dele na noite de quinta-feira; ela segue no abrigo do município


O promotor Luiz Fernando Garcia, da Infância e Juventude de Santa Bárbara d’Oeste, entrou com uma ação de acolhimento institucional para garantir abrigo à menina de três anos que foi encontrada com um pedreiro embriagado na noite de quinta-feira. O homem de 61 anos, que consta como procurado da Justiça no regime aberto, estaria com a menina para que o pai dela fosse trabalhar, segundo informações prestadas por ele à Polícia Civil.

“O Ministério Público propôs a ação de acolhimento institucional para que ela continue no abrigo do município e aí trabalharmos o que será ocorrendo. Levantar quem são os pais e porque a criança estava aqui com uma pessoa sem vínculo familiar”, explicou o promotor.

A criança passou por exame no Pronto-Socorro Edson Mano e no Hospital Santa Bárbara, onde foi constatado que não passou por nenhum tipo de violência sexual. O Conselho Tutelar a encaminhou até a casa de acolhimento da cidade porque avaliou que ela se encontrava em condição de vulnerabilidade ainda na quinta. Nesta sexta, a promotoria entrou com pedido de liminar à Justiça para que ela continue no local até que seja esclarecida a situação familiar.

Foto: Arquivo / O Liberal
Promotor Luiz Fernando Garcia visa garantir abrigo para a menina

A menina foi encontrada com o pedreiro e um amigo dele. A namorada de um deles chamou a Polícia Militar ao saber da situação, e as partes foram levadas ao Plantão Policial. O pedreiro contou versões contraditórias do porquê estaria com a criança. Inicialmente ele afirmou que havia encontrado a menina abandonada na Rodoviária de Campinas há cerca de 15 dias e que eles moravam dentro de seu carro. Na sequência, ele voltou atrás e disse que estava cuidando da criança a pedido do pai dela, para que ele pudesse ir trabalhar na construção civil. A mãe da menina seria uma garota de programa que trabalharia em Campinas, ainda de acordo com ele.

O pai da criança foi chamado e confirmou que havia pedido para o amigo cuidar da filha. Ele disse ainda que está separado da mãe da criança e que não tem condições de cuidar da menina – ele teria contratado uma babá, mas não conseguiu continuar os pagamentos. Ele também moraria em Campinas. Diante das informações desencontradas, o Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou a menina até a casa de acolhimento do município.

“No futuro, essa criança pode ser desacolhida e devolvida aos pais. Se for constatado que ela continuará em situação de risco, a promotoria poderá entrar com ação de destituição do poder familiar e aí abrir as portar para a adoção. Mas a princípio nem sabemos se ela vai continuar aqui em Santa Bárbara ou se será encaminhada para Campinas”, disse o promotor.

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