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Santa Bárbara

Preso em operação, traficante do Romano morre em presídio de Sorocaba

Anderson da Silva foi encontrado desacordado em um dos pavilhões; ele não tinha sintomas da Covid-19, diz SAP

Por Leonardo Oliveira

03 jun 2020 às 14:22 • Última atualização 03 jun 2020 às 17:53

Anderson foi preso em uma das maiores investigações promovidas pela Polícia Civil de Americana contra integrantes do PCC na cidade e em Santa Bárbara d’Oeste - Foto: Reprodução

Um morador de Santa Bárbara, condenado por tráfico de drogas, morreu dentro de um presídio de Sorocaba na última segunda-feira (1º). Anderson da Silva, de 34 anos, foi encontrado desacordado dentro da cela. Um procedimento foi instaurado para apurar o caso.

Morador do Conjunto Habitacional Roberto Romano, em Santa Bárbara d’Oeste, Anderson havia sido preso em junho do ano passado em uma operação que deteve integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A causa do falecimento ainda está sendo apurada, mas a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) adiantou que Anderson não apresentava sintomas do novo coronavírus (Covid-19) e não foi diagnosticado com a doença.

Segundo o órgão, os presos do pavilhão pediram atendimento de saúde para ele depois que Anderson foi encontrado desacordado.

Médicos tentaram reanimá-lo em uma unidade médica, mas Anderson não resistiu.

Anderson foi sepultado nesta terça-feira (2), no cemitério Parque dos Lírios, em Santa Bárbara.

Prisão

Anderson foi preso em uma das maiores investigações promovidas pela Polícia Civil de Americana contra integrantes do PCC na cidade e em Santa Bárbara d’Oeste.

A operação Jus Puniendi identificou e processou pelo menos 15 pessoas suspeitas de integrarem a facção ou estarem ligadas a membros dela na região e crimes como homicídio e tráfico de drogas.

Um inquérito policial instaurado pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana apontou que Anderson, conhecido como “Irmão Torrão”, possuía alguma influência sobre os crimes cometidos por membros da facção, mas o caso foi arquivado em relação a ele.

Quando a polícia foi cumprir um mandado de busca e apreensão em seu apartamento, foram encontradas drogas e uma arma de fogo com 41 cartuchos, além de dinheiro.

Foi dessa ação que resultou a ação penal que findou com sua condenação a doze anos e seis meses de prisão em março, pela Justiça de Santa Bárbara. No mês passado, a defesa de Anderson recorreu da pena imposta.

Podcast Além da Capa
O novo coronavírus representa um desafio para a estrutura de saúde de Americana, assim como outros municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), mas não é o primeiro a ser encarado. H1N1, dengue, malária, febre maculosa. Outras doenças também modificaram rotinas, exigiram cuidados além do trivial – ainda que não tenha havido quarentena, como agora – e servem de experiência para traçar paralelos com o atual cenário. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com a repórter Marina Zanaki, que assina uma série de reportagens sobre outras epidemias em Americana.