Pacientes reclamam série de problemas em UBS do Mollon

Longa espera na fila, dificuldade em conseguir uma consulta e a demora na liberação de exames de sangue então entre os relatos dos pacientes


Longa espera na fila, dificuldade em conseguir uma consulta e a demora na liberação de exames de sangue então entre os relatos dos pacientes que utilizam a UBS (Unidade Básica de Saúde) Dr. Felício Fernandes Nogueira, no Mollon, em Santa Bárbara d’Oeste.

O posto de saúde fica no limite e, por isso, pacientes de Americana têm se deslocado até a unidade, de acordo com a Secretaria de Saúde do município. “A Administração estuda medidas visando aumentar o rigor para comprovação de endereço aos munícipes que pleiteiam atendimento na unidade”, diz a nota.

A cabeleireira Josy Rocha, de 50 anos, levou os pais até o posto na última terça-feira. Eles precisavam passar por um clínico geral para que a receita dos medicamentos que ambos tomam fosse trocada.

Mesmo chegando às 5h45, não havia vaga com o médico e só no dia seguinte eles conseguiram, depois de terem chegado às 5 horas. “Eu acho um absurdo vir para cá, enfrentar fila no relento, no frio, e chegar aqui e não ter médico, está muito precária a saúde pública”, disse Josy ao LIBERAL.

Foto: Marlon Oliveira / O Liberal
Fila na entrada da unidade nesta sexta-feira: revolta dos pacientes

A reportagem esteve no local na quarta-feira e apurou que o sistema de marcação de consultas mudou há cerca de dois anos. Antes, os usuários enfrentavam a fila para conseguir uma agenda com profissionais da saúde para uma data posterior. Hoje, os primeiros são atendidos por médicos no mesmo dia, mas aqueles que não conseguem têm que voltar no dia seguinte para tentar novamente.

A secretaria afirmou que o posto de saúde do Mollon disponibiliza um modelo de acolhimento avançado, onde o paciente é atendido no dia em que procura a unidade. “Diariamente são disponibilizadas consultas médicas, em acolhimento com classificação de risco e direcionamento de cada caso”, acrescenta.

O Posto de Saúde do Mollon abre às 7 horas, mas nos dias mais concorridos as filas se formam desde as 4h30. Aqueles que não conseguem um médico no dia passam por atendimento com uma enfermeira, exceção feita aos que necessitam da prescrição de algum medicamento, já que este procedimento só pode ser autorizado por um médico. Nesses casos, a solução é voltar mais cedo em outro dia.

Os pacientes também têm relatado dificuldades em conseguir exames de sangue. A dona de casa Divanete Silvério, de 54 anos, teve uma infecção de sangue constatada em visita ao posto de saúde.

Depois de medicada, teria que fazer um novo exame para saber se estava curada, mas só conseguiu realizá-lo depois de dois meses. Em resposta, a secretaria justifica que o tempo de espera no agendamento aos exames fica a critério do médico responsável, ao estabelecer uma data para consulta.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora