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VIOLÊNCIA

Onda de assaltos assusta bairro em Santa Bárbara

Roubos e furtos preocupam quem vive no Dona Regina; PM disse ter reforçado policiamento na área

Por Caio Possati

19 de junho de 2022, às 08h28 • Última atualização em 19 de junho de 2022, às 08h31

Dois entregadores de laticínios sofreram um sequestro-relâmpago no dia 7 - Foto: Reprodução

Na manhã do último dia 7, dois entregadores de laticínios sofreram um sequestro-relâmpago na Avenida São Paulo, no Jardim Dona Regina, em Santa Bárbara d’Oeste, depois de serem abordados por uma dupla de criminosos enquanto estacionavam o carro em frente a um mercado de frios.

Os assaltantes, que tinham assumido a direção do carro, acabaram fugindo depois que se depararam com uma viatura policial no caminho. O caso segue em investigação e os autores do crime continuam foragidos, segundo a Polícia Civil. Mas na fuga, um deles deixou cair carteira de habilitação e um celular no veículo, o que pode ajudar na localização dos criminosos.

O caso não teve um desfecho trágico e tudo foi um grande susto para os entregadores. Porém, esse tipo de temor tem sido sentido com frequência pelos moradores e trabalhadores do Jardim Dona Regina, preocupados com a onda de crimes que tem acontecido no bairro e no entorno, nos últimos meses.

O LIBERAL esteve no bairro, e conversou com moradores e comerciantes do local. Muitos relatam que tiveram suas casas e estabelecimentos invadidos por criminosos e os pertences roubados ou furtados. Ou, então, conhecem quem sofreu com esse tipo de violência recentemente. Por medida de segurança, alguns pediram à reportagem para não se identificarem.

Rosana da Silva Anhussi, dona de casa, relatou que teve a casa invadida no dia 7 de março. Ela estava na igreja quando a ação dos criminosos aconteceu. “Quem viu e chamou a polícia foi o meu vizinho da frente”, conta.

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Os ladrões, de acordo com Rosana, tentaram entrar primeiro pelo portão de pedestre e, vendo que não teriam sucesso, arrombaram o portão da entrada dos carros. Os dois são de ferro. “Por sorte, eles não conseguiram roubar nada porque a polícia chegou a tempo”, disse Rosana.

Outro morador do bairro relatou à reportagem que no dia 21 de abril estava fazendo um churrasco com a família quando criminosos invadiram sua residência e os fizeram de refém enquanto roubavam objetos na casa. Depois do crime, ele reforçou a segurança da casa com câmeras de vídeo.

Contudo, esses mesmos dispositivos de monitoramento não impediram um estabelecimento que vende sorvetes e açaí, também localizado na Avenida São Paulo, de ser vítima de assalto duas vezes em 2022.

Uma atendente contou ao LIBERAL que os dois assaltos foram praticados por “meninos”, que invadiram o local e levaram celulares e o dinheiro da loja. “A sorte é que eles não perceberam que tinha um segundo caixa”, disse a funcionária.

A violência urbana ainda não atingiu diretamente a autônoma Cláudia Ferreira, que mora no Jardim Dona Regina há 16 anos. “As pessoas dizem que eu tenho um anjo da guarda, e eu acredito nisso também. Graça a Deus, minha casa nunca foi invadida”, diz.

Entretanto, há cerca de quatro anos, ela conta, que a sua casa serviu de refúgio de alguns assaltantes, que estavam fugindo da polícia. “Eles ficaram escondidos nos fundos da minha casa, mas não chegaram a entrar”, lembra Cláudia. “Mas a polícia entrou porque acharam que eles estavam fazendo a minha filha, que estava sozinha, de refém”.

Ao abordar demais moradores e lojistas da região, todos disseram à reportagem que em algum momento tinham sido assaltados, que conheciam alguma vítima, ou então que tiveram que reforçar a segurança do imóvel. Outros confessaram que cogitaram a mudar de bairro por conta da violência e falta de segurança.

Outro lado
Apesar dos relatos de moradores do bairro, o número de roubos em Santa Bárbara tem caído nos últimos anos. Entre janeiro e abril deste ano, foram 84 casos registrados, um a menos que o mesmo período de 2021. Em 2019, foram 155.

Na última semana, porém, o LIBERAL mostrou que a Polícia Civil no município vive um déficit preocupante, com delegacias acumuladas por delegados e servidores municipais emprestados para os distritos policiais.

Ao LIBERAL, a comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar, capitão Carolina Pádua Rosa, informou que a corporação tem ciência do problema e que já reforçou o policiamento na área, com mais viaturas e patrulhamentos com motos no bairro. E reforçou a necessidade de que as vítimas informem a polícia sobre os casos ou sobre situações suspeitas.

Em nota, a SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública) informou que as forças de segurança têm reforçado os programas de policiamento em toda a região da cidade e que as ações de patrulhamento são reorientadas e intensificadas constantemente, de acordo com as dinâmicas criminais. A pasta também destacou que é essencial o registro do boletim de ocorrência dos casos, para o mapeamento dos crimes.

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