Mulher levada de ônibus até PS Edison Mano não foi atendida

Iraci deixou a unidade três horas depois sem ter passado por atendimento; à noite, voltou a passar mal e foi até o PS Afonso Ramos, onde foi atendida


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Iraci criticou falta de atendimento da equipe no PS Edison Mano

A dona de casa Iraci do Carmo Moreira da Silva, de 56 anos – socorrida ao Pronto-Socorro Edison Mano pelo motorista de ônibus Juarez Batista Miranda, 51, na manhã desta segunda enquanto ele operava uma linha do transporte municipal em Santa Bárbara d’Oeste – foi embora da unidade de saúde três horas depois sem ter passado por atendimento.

Ela deu entrada na unidade acompanhada pelo marido e desmaiada, transportada por uma maca do Corpo de Bombeiros que por sorte estava na frente do PS no momento em que o ônibus chegou – o motorista desviou 900 metros do itinerário após ser informado que a passageira estava passando mal.

A pressão de Iraci estava 10 por 6 e na triagem ficou com classificação de risco azul, que não indica urgência.

O PS estava lotado, segundo a paciente, e quando acordou do desmaio decidiu que não esperaria mais. Diante da demora, o marido de Iraci perguntou se ela já havia sido chamada, mas foi informado que não seria possível verificar e orientado a aguardar. Às 13h40, a paciente decidiu ir embora.

À noite, voltou a passar mal na casa onde mora, na Vila Rica, e foi levada ao PS Afonso Ramos. Ela passou por triagem, onde foi constatado que sua pressão estava irregular, e orientada a informar caso sentisse algum outro sintoma. Minutos depois sentiu a boca entortar, e foi atendida. Sua classificação nesse atendimento foi verde, que ainda não é de urgência.

Silêncio. Questionada nesta terça-feira sobre os atendimentos prestados, já que na segunda-feira não respondeu, a Secretaria de Saúde de Santa Bárbara d’Oeste disse que a paciente deu entrada no Edson Mano às 10h38 com dores nas costas e na região cervical.

“Alguns minutos depois, foi chamada para triagem, no entanto não respondeu. Algum tempo depois foi chamada novamente, dessa vez passando pela classificação de risco, quando seu quadro foi definido como azul, podendo aguardar. Quando foi chamada pelo médico, não respondeu”, disse.

O município não se posicionou sobre o tempo de espera relatado pela paciente para que passasse por um profissional.

“Às 19h25 do mesmo dia, a paciente deu entrada no PS Afonso Ramos, com a mesma queixa. Desta vez, foi classificada como verde, passando por consulta e sendo medicada. Ficou em observação, sendo liberada no início da manhã de ontem (16). Vale ressaltar que, de acordo com o responsável técnico médico, não há na ficha de atendimento nenhum registro relacionado à infarto. Mais informações acerca dos atendimentos, por serem sigilosas, somente poderão ser passadas com consentimento da paciente ou dos seus familiares”, finalizou a nota.

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