Motorista agride agentes da Zona Azul em Santa Bárbara

Confusão começou na Rua Floriano Peixoto e continuou na sede da Estapar; agressora tentou pegar um policial militar pelo pescoço antes de ser contida


Duas agentes da Estapar, responsável pelo estacionamento rotativo da Zona Azul em Santa Bárbara d’Oeste, foram agredidas na tarde da última terça-feira (23) por uma motorista. A confusão começou na Rua Floriano Peixoto e continuou da sede da empresa, na Rua Duque de Caxias. A agressora tentou pegar um policial militar pelo pescoço antes de ser contida.

De acordo com o boletim de ocorrência, o caso ocorreu às 15h29. A PM (Polícia Militar) foi acionada para atender um desentendimento entre duas funcionárias da Estapar e uma usuária. Ao chegarem no local o portão estava fechado, mas foi possível ver que a mulher de 42 anos, estava agredindo uma funcionária.

Nesse momento, um policial militar pulou o muro para intervir. A mulher tentou pegá-lo pelo pescoço, mas foi contida e algemada, segundo relato da PM. Depois que a situação foi controlada, os policiais ouviram as versões dos envolvidos.

A fiscal de trânsito de 24 anos disse que foi chamada pela mulher por conta de uma notificação de multa na Rua Floriano Peixoto. Durante o atendimento, a profissional informou que era possível fazer a regularização pagando a quantia de R$ 6,60, o que cancela a multa.

Foto: Reprodução
Fiscal da Estapar foi agredida por uma usuária do sistema de estacionamento rotativo na última terça-feira, em Santa Bárbara

“Ela chegou já gritando, já alterada. Aí eu peguei o papel dela para fazer a regularização e ela ainda nervosa comigo, falando que tinha sido notificada, não sei o que. Ela se alterou, disse que ia bater em mim. Nisso eu falei ‘você quer me bater? Aqui tem câmera, está filmando’. Na hora que eu falei isso ela já ergueu a mão pra mim, deu dois tapas no rosto”, contou a fiscal.

A profissional admitiu que ficou nervosa e acabou rasgando o papel da notificação e jogou no chão. Nesse momento, a mulher puxou o celular utilizado pela funcionária para realizar o trabalho.“Falou que ia falar que eu não quis regularizar pra ela, que ia jogar o equipamento no chão para colocar a culpa em mim”, disse.

Na sequência, a fiscal saiu andando em direção a sede da empresa, na Rua Duque de Caxias. Imagens de videomonitoramento da via mostram o momento em que a mulher puxa a fiscal pelo cabelo, derrubando-a no chão. Populares se aproximam para ver o que estava acontecendo e a profissional entrou na sede da Estapar.

Entretanto, a mulher também foi para a empresa, discutiu com outras pessoas e deu tapas no rosto de outra funcionária, também de 24 anos, que tinha telefonado para a PM e fechado a porta da empresa. Os policiais foram xingados pela mulher durante o atendimento da ocorrência.

A fiscal passou por atendimento médico na quarta-feira por conta de dores na parte de trás da cabeça em virtude do puxão de cabelo, e recebeu atestado de três dias. Ela não tem certeza se conseguirá voltar a trabalhar na segunda.

“Eu estou anida bem abalada com o que aconteceu e não sei o que vai se daqui pra frente quando eu tiver mesmo que voltar”, comentou.

O OUTRO LADO

Ainda no registro policial, depois de passar por atendimento médico e se acalmar, a mulher disse que viu a notificação no veículo e chamou a fiscal, que teria atendido com desdém, dizendo que não receberia aquela multa e, na sequência, teria rasgado e jogado no chão o bilhete.

Esse teria sido o motivo para pegar o celular da funcionária, que teria dito que ia chamar a polícia e dizer que tinha sido roubada. No intuito de devolver o celular, a mulher diz que começou a correr atrás da fiscal até o momento em que a pegou pelo cabelo.

Disse ainda que foi até a sede da Estapar, onde se desentendeu e foi hostilizada pelas funcionárias. Apontou ainda que o policial que a abordou foi agressivo, danificou seu óculos e sol e bateu seu rosto na parede. O LIBERAL não conseguiu contato direto com a mulher até a publicação dessa matéria.

Em nota, a Estapar que deu toda assistência à colaboradora e, após o ocorrido, as autoridades competentes foram acionadas, que estão investigando o caso. “Estamos à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário”, traz a nota.

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