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Santa Bárbara

Moradora teme foco de dengue em galpão de empresa de Santa Bárbara

Local serve de depósito de peças, e segundo moradora muitas estão colocadas na área externa e sem cobertura

Por Marina Zanaki

16 jan 2021 às 08:44

Entre 2018 e 2019, Andrea e os vizinhos viveram uma infestação de mosquitos - Foto: Fundação Oswaldo Cruz - Acervo

A técnica em química Andrea Ferreira de Farias, de 44 anos, teme focos de dengue no galpão de uma empresa no bairro São Francisco 2, em Santa Bárbara d’Oeste.

A moradora é vizinha do imóvel, de propriedade da JDF Centrífugas. O local serve de depósito de peças, e segundo Andrea muitas estão colocadas na área externa e sem cobertura.

A técnica disse que a presença de pernilongos é constante e teme que sejam o Aedes aegypti. Ela contou que já entrou em contato com a prefeitura para notificar a empresa por diversas vezes, mas não obteve retorno.

“Já fui na prefeitura, várias vezes reclamei por telefone, presencialmente no Controle de Endemias, na fiscalização de obras, procurei ouvidoria da saúde, e hoje (quarta-feira) fui na prefeitura pra fazer reclamação na Ouvidoria Geral. Pretendo ir na Justiça se os órgãos públicos não resolverem”, disse a técnica.

Entre 2018 e 2019, Andrea e os vizinhos viveram uma infestação de mosquitos. Depois de muito reclamar, agentes estiveram no local e a empresa realizou uma limpeza. Andrea contou que foram tirados diversos baldes de água com larvas da calha.

Dengue
A Prefeitura disse que o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) recebeu reclamação do endereço somente em 2018, e que na ocasião o responsável tomou as providências necessárias.

“Em virtude desta nova reclamação, o setor abrirá uma Ordem de Serviço para averiguar a situação”, disse a prefeitura.

Em novembro e dezembro, foram confirmados 32 casos de dengue na cidade. Este ano ainda não houve confirmação de casos positivos.

Empresa
A JDF Centrífugas disse que toma todas as medidas sanitárias e de prevenção de criadouros da dengue, que são intensificadas durante o período de chuvas.

“Inclusive a empresa possui um encarregado da área de meio ambiente, responsável pelas vistorias no local. Cabe ressaltar que no entorno da JDF há terrenos baldios e imóveis comerciais abandonados, que podem justificar a ocorrência do aumento do número de mosquitos em questão”, disse a empresa.

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