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Santa Bárbara

Moradora de Santa Bárbara viraliza com pudim gigante e empreende para custear tratamento do filho autista

Rosangela Policarpo faz sucesso nas redes sociais com versão do famoso doce brasileiro; conheça a história

Por Laís Seguin

07 de julho de 2024, às 08h51

Rosangela com uma das suas versões gigantes do pudim - Foto: Divulgação

Apelidada pelos internautas como a “Rainha do Pudim”, Rosangela Policarpo, de Santa Bárbara d’Oeste, ficou nacionalmente conhecida por compartilhar nas redes sociais o processo de fabricação do tradicional doce que vende na região.

Isso porque além da receita clássica e “sem furinhos” e dos gourmets, com sabores como chocolate branco com calda de frutas vermelhas, ela também postou desafios de como produzir um pudim de 3,5 kg, 8,5 kg e, mais recentemente, em um balde.

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Rosangela, de 30 anos, conta que esses desafios inusitados e bem-sucedidos surgiram da necessidade de testar algo diferente. Alguns clientes queriam um tamanho maior para consumo que, até então, ela nunca tinha visto.

Os vídeos juntos contam com mais de 8 milhões de visualizações e quem vê a repercussão, pode não imaginar a história por trás desse êxito. Para Rosangela, fazer pudins partiu de uma necessidade financeira, que surgiu em 2016.

A moradora de Santa Bárbara, Rosangela Policarpo, criadora de pudins gigantes – Foto: Divulgação

Para custear o tratamento do filho que na época tinha dois anos e é diagnosticado como autista, a então dona de casa precisou encontrar uma forma de trabalhar e conseguir uma renda extra. O marido trabalha com TI em um supermercado e o salário não era suficiente.

“Entre fonoaudióloga, psicóloga, neuropediatria e terapia ocupacional, saía R$ 1,2 mil por mês, mesmo com convênio. Eu era dona de casa e meu marido não tinha como manter a casa e o tratamento dele”, explica Rosangela.

Ela acrescenta que enquanto o marido trabalhava, era ela quem levava o filho para todas essas consultas, o que na visão dela, impossibilitaria que trabalhasse num emprego formal, com carteira assinada.

“Pensei que seria uma boa ideia fazer uma renda extra em casa. Assim, eu poderia trabalhar, manter o tratamento do meu filho e acompanhá-lo. Só que eu não sabia o que eu poderia oferecer para as pessoas, já que era dona de casa”, acrescenta.

A escolha pelo pudim e não outro doce para comercializar, também não foi aleatória. Além da receita tradicional levar apenas leite condensado, ovos e leite integral (o que diminui custos), a validade é de sete dias, superior à de um bolo, que é de três.

“Também gosto muito do doce e tinha costume de comprar na padaria toda semana. Então, minha sogra me ensinou a fazer e em todos os eventos de família, eu preparava e levava e fazia muito sucesso”, relembra.

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Foi um amigo que deu a ideia de que Rosangela vendesse o pudim, sob a justificativa de que era “muito bom”. Ainda em 2016, ela passou a postar fotos e preços dos pudins em grupos de compra e venda na região e cozinhava com um fogão convencional.

“Comecei com meu forno de casa mesmo, a gás. Para começar pode ser com o que tem mesmo, essas coisas a gente consegue com o tempo. Troquei o meu depois de três anos, por um que assa a vapor”, detalha.

Atualmente, Rosangela vende entre 50 a 60 pudins de 1 kg ou 3 kg por semana, com custos que variam de R$ 60 a R$ 165. As vendas são feitas sob encomenda e entrega domiciliar e os produtos ainda são feitos na cozinha da casa da empreendedora.

Ela diz acreditar que essa questão domiciliar e do delivery foi essencial para que seu negócio não quebrasse durante a pandemia, mas acha que o reconhecimento veio mesmo por conta dos desafios.

“Mulheres de todo o País me enviam mensagens por conta dos desafios e me pedem para ensinar a fazer um pudim liso, sem furos. Faço consultorias nesse sentido. Tem também quem me para na rua porque me reconheceu dos vídeos”, comemora.

Mãe do Miguel e das gêmeas Elena e Elisa, de quase três anos, Rosangela não se vê em outra profissão. “Me trouxe qualidade de vida, tanto pra mim quanto para minha família. Consigo trabalhar e cuidar das necessidades das crianças”, pontua.

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