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Santa Bárbara

Condição de ponte preocupa moradores do Caiubi e Vale das Cigarras

Ponte de madeira estreita e precária faz parte de um trajeto comum aos moradores, que vão até o bairro Cruzeiro do Sul em busca de serviços essenciais

Por Isabella Holouka

14 jan 2020 às 19:16 • Última atualização 15 jan 2020 às 09:57

Os moradores do Vale das Cigarras, na zona rural de Santa Bárbara d’Oeste, só não estão ilhados porque enfrentam os riscos de atravessar uma velha e estreita ponte de madeira. Ela ficou ainda mais perigosa depois das últimas chuvas, deixando em estado de alerta quem reside naquela região.

A ponte fica entre o Vale das Cigarras e o Caiubi e faz parte de um trajeto comum aos moradores, que vão até o bairro Cruzeiro do Sul em busca de atendimento médico, escola, transporte público e serviços.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Estrutura de madeira preocupa moradores que pretendem fazer a travessia

“Quem tem que vir para cá, no posto de saúde ou na escola, tem que dar uma volta pela pista. Então eles preferem passar pela ponte, que é mais perto e menos perigoso também, do que ir pelo acostamento, na pista e com criança”, explica Mary Carla da Silva, de 35 anos, moradora da Alameda Célio Angolini, no bairro Caiubi.

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“Tem gente que mora a cinco minutos da escolinha e para dar a volta gasta uma hora. Para a gente também, que gosta de passear por lá”, conta Alice Maria da Cruz, de 51 anos, que mora no Caiubi há pelo menos 12.

Apesar dos riscos, ela relata ver “o dia inteiro o pessoal transitando, alguns de bicicleta, outros à pé”. “Medo temos, mas vai fazer o que?”, completa Mary.

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Na opinião do morador Luiz Carlos Pinto, de 52 anos, está na hora de a prefeitura fazer uma ponte de concreto ou ferro. “Eu peguei um pedacinho da ponte, cheio de cupim. E vai lá ver como é estreita. Se escorregar, é perigoso quebrar uma costela ou uma perna”, desabafa.

Questionada sobre a situação, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Santa Bárbara informou que a demanda é de conhecimento do setor responsável, e que “já avalia um projeto viável para a substituição da atual passarela”. Contudo, não deu uma estimativa para a resolução do problema.

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