Homem pula portão e tenta invadir casa chamando pela mãe

Casal usou uma geladeira para evitar invasão: 'o cara tava bem doidão', conta morador; inconformado com a porta fechada, ele defecou no chão


Foto: Arquivo Pessoal
O casal gastou R$ 210 para consertar a porta, e ainda terá de pintá-la

Um homem de 23 anos pulou o portão de uma casa no Cidade Nova, em Santa Bárbara d’Oeste, e tentou arrombar a porta enquanto gritava “mãe”. O sujeito ainda defecou na garagem, onde ficou por cerca de uma hora. O casal que vive e mantém um comércio na residência apoiou uma geladeira na porta para evitar a invasão.

Quando os guardas municipais chegaram, levaram o homem ao plantão policial. Ele foi liberado. O caso aconteceu por volta de 5h de sábado (19).

Os guardas disseram à Polícia Civil que o homem aparentemente estava sob efeito de drogas ou álcool.

De acordo com o morador da casa, de 31 anos, ele e a esposa viveram uma hora de pânico. “Nesse período o cara tentando entrar, e eu e minha esposa apavorados.”

O morador afirma não ter certeza se o invasor estava sob efeito de drogas e se achou que estava na própria casa, já que o homem mora a 5,8 km dali, no Jardim Santo Antônio.

“Eu acho que ele deve ter pensado [que era a casa dele], sei lá, ficava gritando ‘mãe, abre a porta, abre a porta’, falei ‘caramba, não tem mãe nenhuma aqui não’”, contou o morador da casa, de 31 anos. “O cara tava bem doidão.”

Ouça o áudio:

Ele usou uma geladeira inutilizada, que fica na sala, para segurar a porta.

O casal gastou R$ 210 para consertar a porta, e ainda terá de pintá-la. “Ele arrebentou a porta.” O invasor ainda danificou propagandas do comércio, que vende paletas. O morador disse que, enquanto o homem chutava e forçava a entrada, ele manteve todas as luzes apagadas e evitou conversar com o homem. “Nem fiz questão de ver a cara dele, assim como não deixei ele ver a minha.”

Quando os guardas chegaram, fizeram o invasor pular de volta o muro e o levaram à delegacia.

O caso foi registrado como dano, cuja pena é de um a seis meses de detenção ou multa – com agravantes se o crime é cometido com violência ou grave ameaça, por exemplo.

A solução apresentada pelo delegado foi informar a vítima de que tem seis meses para apresentar uma queixa crime contra o invasor.

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