Grupo Furlan comunica funcionários sobre desativação

Objetivo da família Furlan, com a desativação da planta barbarense, é focar investimentos e esforços de gestão em sua unidade de Avaré


O grupo Furlan comunicou nesta quarta-feira (11), de forma oficial, aos seus funcionários que encerrá as atividades da centenária usina de Santa Bárbara d’Oeste. A possibilidade de desativação da unidade foi antecipada pelo LIBERAL há quase um mês. Segundo o STIAP (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Piracicaba e Região), os avisos prévios começam a ser assinados nos próximos dias.

“Eles (empresa) nos chamaram hoje para informar que o negócio não regride mais e nós pedimos para fazer o comunicado aos funcionários. É uma pena comunicar o fechamento de uma empresa centenária, mas os direitos dos trabalhadores, ao que parece, estão preservados”, afirmou o presidente do sindicato, Fânio Luís Gomes.

O grupo emprega hoje cerca de 190 pessoas na área industrial e outros 180 em seu braço agrícola. A maior parte deve ser dispensada, restando apenas o pessoal administrativo, que cuidará da parte burocrática para o encerramento.

O objetivo da família Furlan, com a desativação da planta barbarense, é focar investimentos e esforços de gestão em sua unidade de Avaré.

Na semana passada, os grupos Raízen e São Martinho anunciaram a compra dos chamados “ativos biológicos” que abasteciam a Usina Furlan. Eles pagarão R$ 118 milhões pela produção anual estimada de 1 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. A matéria-prima sai de terras de propriedade do grupo barbarense e de produtores que mantém contratos de fornecimento.

Como a negociação ainda precisa ser aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), as três partes teriam firmado um segundo contrato, para venda da safra deste ano.

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