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Universidade

Greve dos professores da Unimep é mantida após audiência

Sindicato diz que universidade não apresentou proposta concreta e manteve a paralisação

Por Leonardo Oliveira

05 fev 2021 às 17:55 • Última atualização 05 fev 2021 às 19:08

O Sinpro (Sindicato dos Professores de Campinas e Região) decidiu manter a greve dos professores da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) após a audiência de conciliação realizada na tarde desta sexta-feira (5) com o IEP (Instituto Educacional Piracicabano).

Segundo o sindicato, o instituto não apresentou uma proposta concreta para quitar os débitos que possui com os funcionários. Um imóvel foi oferecido pela Unimep – ele seria vendido para pagar as dívidas, o que foi recusado pelos docentes.

“O débito salarial é urgente e não pode simplesmente ficar na dependência da venda de um imóvel que, sequer, se tem certeza da existência, valor e liquidez. Diante disso, essa perspectiva, que nem mesmo pode ser chamada de proposta, foi rejeitada pelo Sinpro e pelos desembargadores que conduziram a audiência”, diz a nota repassada pelo Sinpro à imprensa.

Os docentes estão em greve desde novembro do ano passado – eles alegam atrasos nos salários e o descumprimento dos direitos trabalhistas desde meados de 2019. A greve envolve cursos das unidades de Lins, Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste.

Há uma série de disciplinas e cursos que não encerraram o ano letivo de 2020 por esse motivo.

Segundo o Sinpro (Sindicato dos Professores) de Campinas e Região, as dívidas que a Unimep possui com os professores são as seguintes:

50% dos salários desde março de 2020

13° salário de 2020

1/3 das férias de 2020

O salário de dezembro de 2019

13° salário de 2019

1/3 das férias de 2019

Sindicato pede ambiente mínimo de negociação

Na nota, o Sinpro pede que três compromissos sejam assumidos pela universidade para que haja um ambiente “mínimo” para negociação.

São eles: a quitação imediata do salário de janeiro de 2021, uma proposta concreta com valores e datas para o pagamento do passivo trabalhista e que haja uma garantia real para o acordo.

Agora, uma nova audiência deve ser agendada pelos desembargadores para a próxima semana, diz o sindicato. “A greve continua, diante de tantos descasos e de ausência de proposta. Quando tivermos avanços realmente significativos faremos novos comunicados e convocaremos nova assembleia”, completa a nota.

RESPOSTA

Questionado pelo LIBERAL, a assessoria de imprensa da Unimep respondeu com a seguinte nota:

Prezando pela transparência e pelo diálogo e buscando solucionar o mais rapidamente a situação, representantes do Instituto Educacional Piracicabano (IEP), entidade mantenedora da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), participaram da audiência de conciliação, na tarde desta sexta-feira, e apresentaram propostas para o acerto dos pagamentos pendentes.

O diálogo avançou e, por isso, foi agendada uma nova audiência de conciliação para o dia 11 de fevereiro.

Diante do exposto, o IEP afirma que está reunindo todos os esforços necessários para assinar um acordo que atenda aos interesses dos colaboradores e que seja viável financeiramente para a Instituição, com condições factíveis.

Neste momento, a prioridade da Direção-Geral é normalizar a situação e cumprir o acordo que for assinado.

A Instituição reforça que, prezando pela transparência, pelo respeito aos docentes, administrativos, alunos, ex-alunos e comunidade, além dos valores da confessionalidade Metodista, tem atuado de maneira diligente para solucionar o mais breve possível todas as pendência

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