Família de menina morta por escorpião fará protesto

Parentes de Maria Eduarda farão manifestação em frente ao Pronto-socorro Dr. Edison Mano e também avaliam processo na Justiça


A família de Maria Eduarda de Araújo Pigatto, 10, que morreu na última quarta-feira, no Pronto-socorro Dr. Edison Mano, após ser picada por um escorpião, anunciou que vai protestar em frente à unidade de saúde. A manifestação está marcada para quarta-feira, às 19h30. O pai da criança, Adriano Pigatto, 30, aponta que houve negligência por causa da demora para pedir o soro antiescorpiônico e diz que pretende processar a prefeitura, que administra o PS.

A menina foi picada pouco antes das 6h, na casa dos avós paternos, onde morava durante a semana. Chegou ao Edison Mano às 6h15. Como a unidade não tem o soro antiveneno (poucos centros de saúde têm), pediu o remédio ao HM (Hospital Municipal) de Americana. Como revelou sexta-feira o LIBERAL, o pedido foi feito às 7h17, uma hora e dois minutos depois que a menina chegou.

Foto: Arquivo pessoal
Família de Maria Eduarda vai realizar protesto

“Se tivesse pegado a ambulância, com a sirene que ela tem, ela poderia chegar lá em menos de 20 minutos”, diz Adriano Pigatto, pai de Maria Eduarda, que completaria 11 anos no dia 19. “Já tinha encomendado tudo [para a festa]”, contou Adriano.

A Prefeitura de Santa Bárbara informou que seguiu todos os procedimentos e que fez contato com a Unicamp (que tem um centro de referência de informações sobre o caso, chamado CIATox).

A ligação para o centro foi feita às 7h15, dois minutos antes do contato com o hospital de Americana e uma hora depois que a menina chegou, segundo Fábio Bucaretchi, coordenador do CIATox. Bucaretchi, porém, diz que não é possível culpar a equipe médica, porque não sabe em que condições a menina chegou. “Eu não sei se às vezes ela estava só com dor local e os sintomas vão aparecendo”, afirmou.

Segundo ele, o soro só precisa ser aplicado em casos com as chamadas manifestações sistêmicas (aqueles em que há outros sintomas além da dor local). O sintoma mais indicativo de que a situação é grave é o vômito em sequência. A menina vomitou 11 vezes, diz Bucaretchi, mas ele não sabe exatamente em que momento isso começou.

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