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CORONAVÍRUS

Exigências dificultam vacinação de deficientes em Santa Bárbara

Moradores reclamam de obrigatoriedade de comprovação; comissão indicou uso de 'xepa' da vacina para quem não tem BPC

Por Pedro Heiderich

06 jun 2021 às 07:51 • Última atualização 06 jun 2021 às 07:52

As exigências para deficientes serem vacinados contra a Covid-19, em Santa Bárbara d’Oeste, têm causado dificuldades a moradores. Há reclamação sobre a necessidade de que os portadores de deficiência recebam o BPC (Benefício de Prestação Continuada), algo que nem todos estão aptos, como os de renda maior.

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Vitor Mangegali, empresário, 34, tem um irmão com deficiência permanente, Rafael Mangegali, 30. Vitor procurou a reportagem para relatar a situação de Rafael.

“Qualquer deficiente que não tiver renda baixa não pode ter o BPC. É o caso do meu irmão, que tem uma renda um pouco maior, que é por conta da esposa dele”.

O empresário levou o irmão em posto de vacinação, com documentação em mãos. “Me disseram que se não tiver a carteirinha da comorbidade, não muda nada. Tem pessoas com deficiência inferior a dele e por ter renda menor, acaba conseguindo”.

Vitor ligou na Secretaria de Estado da Saúde. “Disseram que cada município tem autonomia para mudar a regra”. Ele lamenta a situação. “É triste, sempre moramos em Santa Bárbara. Queremos algo tão simples, que está ali, e não sabemos para quem gritar”.

Questionada, a Secretaria de Saúde de Santa Bárbara diz seguir as diretrizes do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo.

A Comissão de Representação e Acompanhamento da Imunização contra Covid-19, formada pelos vereadores Bachin Júnior (MDB), Esther Moraes (PL) e Nilson Araujo (PSD), emitiu nota na semana passada e falou sobre o tema.

A comissão indicou à Secretaria Municipal de Saúde o direcionamento das doses de vacinas não utilizadas no final do dia para o grupo de pessoas com deficiência permanente de todas as idades, sem a necessidade de comprovar o recebimento do Benefício de Prestação Continuada.

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Segundo os vereadores, esse grupo tem sido o único em que é necessária a comprovação de renda para receber a vacina, ainda que nem todas as pessoas com deficiência recebam o benefício. O LIBERAL questionou a prefeitura sobre a indicação, mas não recebeu resposta.

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