Estudante é agredida por 3 meninas após troca de ofensas

Agressões ocorreram na última segunda-feira na esquina da Escola Estadual Gemma Vasconcelos Camargo Capello, em Santa Bárbara d’Oeste


Uma estudante de 12 anos foi agredida por três meninas, na esquina da Escola Estadual Gemma Vasconcelos Camargo Capello, em Santa Bárbara d’Oeste, na noite de segunda-feira (26), quando saia da aula. As ofensas entretanto iniciaram-se dentro da unidade escolar. Nesta quinta-feira (30) uma nova ameaça foi feita à vítima.

Mesmo a violência tendo ocorrido no início da semana, o boletim de ocorrência foi registrado apenas na noite desta quinta-feira na delegacia do município.

Foto: João Nascimento / O Liberal
As ofensas iniciaram-se na escola e a vítima foi agredida na saída do turno

Segundo a mãe da vítima, as duas são alunas da mesma escola e, na semana passada, ambas já haviam trocados ofensas entre si e houve ameaça de agressão. Na sexta-feira (23), a diretora interveio no atrito, conversou com as estudantes e a agressora havia prometido à responsável que não faria nada contra a garota.

Na segunda-feira, na saída do turno escolar, por volta das 18h20, a estudante, junto com mais duas colegas, cercaram a vítima na esquina da escola, no cruzamento das ruas Ouro Preto e Profeta Jeremias e deram-lhe dois empurrões. A menina caiu ao chão, e as outras foram em cima dela com socos, chutes, puxões de cabelo e arranhões. As agressões só cessaram porque um motorista que passava pelo local interrompeu a briga.

Na quinta-feira, a vítima retornou à escola e mais uma vez foi ameaçada pela agressora. “Eu pedi a ronda escolar, mas ninguém pode ir na saída da escola, eu fui e ela só não apanhou de novo porque a menina dispersou ao me ver”, relata a mãe. Ela ameaçava minha filha dizendo: “Tem gente que vai apanhar de novo e vai ficar sem os cabelos, corre agora”.

Depois desse fato, temendo pela segurança da filha, a mãe registrou um boletim de ocorrência.
“Minha filha está assutada. Como ela já cumpriu as tarefas, ela nem está mais indo na escola. Mas não vou aceitar que façam isso com a minha filha. Eu espero que isso se resolva, porque não vou tirar a minha filha da escola por causa de uma menina que não tem modos”, desabafa a mãe.

A Diretoria de Ensino de Americana informou por meio de assessoria de imprensa que as duas alunas foram ouvidas pela direção e receberam orientações. O órgão reforçou que repudia toda forma de violência e entende que o enfrentamento do problema deve ocorrer em parceria com outras frentes da sociedade, como comunidade escolar, famílias e polícia.

Ainda de acordo com a diretoria, a unidade escolar conta com a figura do professor mediador, que age na prevenção de conflitos.

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