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MAUS TRATOS

Em Santa Bárbara, imóvel abrigava 37 animais em condições precárias

Local na zona leste tinha cães de raça, gatos, iguanas e até um sagui; responsável deve ser autuada

Por Leonardo Oliveira

14 set 2020 às 13:42 • Última atualização 14 set 2020 às 22:04

Um imóvel na zona leste de Santa Bárbara d’Oeste abrigava 37 animais em condições precárias, entre eles, cães, gatos, iguanas e um sagui. O espaço fica na Avenida do Comércio, no bairro Jardim Esmeralda.

Maior parte dos animais era de cães, que ficavam em cômodos imundos, sem qualquer higiene e sem iluminação – Foto: Marcelo Rocha – O Liberal

A situação foi flagrada na manhã desta segunda-feira (14) pela equipe do deputado estadual delegado Bruno Lima (PSL) e pela ONG Animais Têm Voz.

Inicialmente, eram 44 animais, conforme informou a Defesa Civil do município, mas os dados foram atualizados pela ONG, dando conta de 37 animais.

Destes, 32 foram apreendidos, sendo 29 cães, um sagui e duas iguanas, enquanto os outros cinco, dois gatos e três cachorros, foram mantidos no local por já estarem há muito tempo acostumados com o espaço, o que gerou ligação afetiva.

O LIBERAL esteve no local. A maior parte dos animais era de cães, que ficavam em cômodos imundos, sem qualquer higiene e sem iluminação. O abrigo precário tinha acúmulo de materiais, de lixo e um forte odor.

Os responsáveis pelo imóvel moram ao lado. Segundo informações da equipe do deputado e da ONG, a suspeita é de que os animais eram comercializados.

A equipe do deputado disse que flagrou os cães sendo negociados em grupos na internet. Havia cães de raça no local, como pinscher, bulldog e shitzu.

Além dos cães, também foram encontrados duas iguanas, calopsitas e um sagui, que deverá ser levado para o Parque Ecológico de Americana.

“O local onde estavam abrigados os animais é inadequado, é anti-higiênico é insalubre, portanto isso fere a lei de proteção dos animais”, afirmou ao LIBERAL o secretário de Segurança de Santa Bárbara, Rômulo Gobbi.

“Muitos animais estão com pulgas, estão aglomerados, pisando em cocô, xixi. Provavelmente, a pessoa está usando os animais só para ganhar dinheiro, sem condição de cuidar de animais”, comentou a veterinária Gabriela Previatti Crema.

Segundo o LIBERAL apurou, a mulher que seria responsável pelo local disse que cuidava dos animais. No local, a reportagem tentou ouvi-la sobre o episódio, mas ela preferiu não comentar.

A Polícia Civil, a Guarda Municipal e a Defesa Civil também estiveram no imóvel. Além de responder penalmente por situações como maus tratos e crime contra a fauna, a responsável pelo local também deverá ser multada.

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