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Santa Bárbara

Em levantamento da prefeitura, 15% dos pacientes disseram que frequentaram aglomerações

Dados apresentam ‘ruídos’, já que 35% daqueles ouvidos reconheceram que participaram de confraternizações

Por Leonardo Oliveira

01 abr 2021 às 07:48 • Última atualização 01 abr 2021 às 11:35

A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste realizou um levantamento com 367 pacientes contaminados pelo novo coronavírus (Covid-19) nas últimas semanas na cidade. Apenas 15% deles confessaram terem frequentado aglomerações antes da infecção.

O próprio executivo vê “ruídos” nas respostas que os munícipes deram aos questionamentos realizados, já que 36% dos ouvidos acreditam terem se contaminado em confraternizações, o que indica que os pacientes não colocam aglomeração e confraternização como a mesma situação.  

Para o psicólogo Richard Lima de Barros, que atua na linha de frente do combate ao coronavírus na região, isso tem a ver com o sentido que foi popularmente atribuído às duas palavras.

“Em quais situações as pessoas se aglomeram? No coletivo, para ir ao trabalho, em um bar,  mas tem uma dimensão que passa a sensação de que legitima o amontoado, que são as confraternizações. Parece que se tem uma instância de afeto, aquilo se torna menos agressivo para o coletivo. ‘Então fui a uma festa para 20 pessoas, mas eram todas da minha família, ou todos estavam em isolamento’, como a gente viu muito.”

Além disso, 90% dos pacientes relatou ter tomado medidas preventivas para não serem contaminados. “Os dois índices demonstram um ruído nos dados apresentados pelos pacientes infectados, já que, entre as medidas preventivas, está evitar aglomerações”, afirmou a prefeitura.

O perfil de deslocamento dos infectados também foi questionado. A maior parte (54%) utilizava veículo próprio. Apenas 1,9% informou ter frequentado o transporte público nesse período, enquanto 9,8% transitava “à pé” e 4,9% com veículos de colegas.

Dentre os infectados, 38% trabalha no setor administrativo, 26% em contato com o público, 20% em atividades industriais, 4,6% são trabalhadores da educação, 4% são funcionários do ramo da alimentação e 3,8% são profissionais da saúde.

Os dados também apontam que 12% dos pacientes acreditam que se contaminaram no ambiente de trabalho, 7% nos supermercados e 3% em ambiente de saúde. Entre os 367 pacientes que testaram positivo para a Covid-19, 8% precisaram de internação e 1% de um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O tempo médio que um paciente contaminado com o Coronavírus ficou em um leito de UTI é de 20 dias.

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