Crise atrapalha projeto de hotel em Santa Bárbara

Empreendimento de quatro estrelas em Santa Bárbara foi anunciado em 2013 e tinha previsão de entrega em 2015, mas não começou a ser construído


Anunciado com pompa em 2013 pelo prefeito Denis Andia (PV), o projeto de construção de um hotel quatro estrelas com bandeira internacional em Santa Bárbara d’Oeste ainda não saiu do papel. Na época, os empresários afirmaram que a torre, com 114 apartamentos, seria inaugurada em 2015.

A prefeitura, que concedeu incentivos fiscais à empresa que anunciou o empreendimento, diz que a crise econômica “postergou” a construção.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Área fica em encontro de rodovias em Santa Bárbara d’Oeste

A área escolhida para a instalação do hotel fica na região da Câmara Municipal, área de confluência entre as rodovias SP-306 (Luís Ometto), SP-304 (Luiz de Queiroz) e SP-135 (Margarida da Graça Martins). O maior trunfo seria a proximidade com a Rodovia dos Bandeirantes (SP-308), cujo acesso fica a cerca de sete minutos. O investimento era estimado em R$ 30 milhões com a geração de 90 empregos.

O projeto previa a construção de um empreendimento com a bandeira Holiday Inn Express, que pertence ao grupo IHG, que atua na franquia, locação, gerenciamento ou é proprietário de mais 4.600 hotéis e 678.000 quartos de hóspedes em cerca de 100 países e territórios.

A empresa beneficiada com os incentivos municipais, no entanto, é outra. Trata-se da Hotelaria Agisol, com sede em Lins. Cinco anos após o anúncio, ela sequer deu entrada no pedido de licença ambiental do empreendimento junto à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Nenhum diretor da empresa foi localizado para comentar o assunto.

A Prefeitura de Santa Bárbara informou que os empreendedores postergaram o prazo do projeto, “tendo em vista o período de crise econômica do País”, mas não informou qual é a nova previsão de inauguração.

A administração afirmou, ainda, que não houve prejuízo aos cofres públicos com a inclusão da Agisol no PID (Programa de Incentivo ao Desenvolvimento) porque, até o momento, “os impostos foram cobrados normalmente”.

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