‘Criança corre risco caso ele seja solto’, avalia juíza ao prender funileiro

Diogo Aparecido Machado é acusado de arremessar a própria filha recém-nascida de apenas 17 dias por cima de um muro de mais de dois metros


Preso preventivamente na segunda-feira por arremessar a própria filha recém-nascida de apenas 17 dias por cima de um muro de mais de dois metros, o funileiro Diogo Aparecido Machado vai responder ao processo preso, provavelmente por tentativa de homicídio. O crime aconteceu no domingo, em Santa Bárbara d’Oeste.

A juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro, responsável pela audiência de custódia, apontou o “clamor social” e a “gravidade” do delito como razões para encaminhá-lo a um CDP (Centro de Detenção Provisória). “Por ora sabe-se que houve o fato de ele ter arremessado a própria filha. É um fato extremamente grave, causou um clamor social. É necessário que ele fique encarcerado porque, eventualmente, ele vai voltar ao convívio familiar e a criança pode correr riscos”, afirmou.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Diogo ao entrar no Fórum para audiência de custódia, em Santa Bárbara, depois que ele arremessou a filha após brigar com a mulher

A advogada Joyce Correia, responsável pela defesa de Diogo na audiência, não quis dar entrevista. Ela alegou que ele poderia responder ao processo em liberdade porque tem emprego fixo, residência na comarca e bons antecedentes.

O funileiro de 25 anos havia sido detido em flagrante, pela Guarda Municipal, após uma discussão com a mulher na casa onde mora, no Jardim São Joaquim. Ele teria arrancado o bebê dos braços da mãe e atirado por cima do muro. Diogo declarou que, antes da discussão, ingeriu bebida alcoólica.

O vizinho do casal, um aposentado de 60 anos, encontrou a criança chorando num corredor entre o muro e a janela do seu quarto. A menina caiu em um pequeno monte de areia e restos de concreto, a centímetros da ponta de um vergalhão. “É um milagre ela ter sobrevivido”, afirmou a testemunha. Ele socorreu a criança e impediu que outros moradores tentassem linchar o homem.

Com a conversão da prisão de flagrante em preventiva, o processo contra ele volta para a Polícia Civil, que deve concluir as investigações e apresentar um relatório ao MP (Ministério Público). À Promotoria caberá a decisão de oferecer, ou não, denúncia criminal contra ele.

INTERNADA
A recém-nascida, que passou por atendimento médico no Pronto-Socorro Edson Mano durante o domingo, foi transferida para Hospital Estadual de Sumaré. Segundo a assessoria de imprensa da unidade de saúde, a família não autorizou a divulgação de informações sobre o estado de saúde da criança. O LIBERAL apurou que ela não corre mais risco e seu quadro é estável.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!