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Santa Bárbara

Contrato da coleta de lixo custará R$ 9,2 milhões a Santa Bárbara

Valor é para 12 meses de contrato; consórcio assumiu também a gestão do aterro neste mês e serviço gera reclamações dos moradores

Por Leonardo Oliveira

27 fev 2020 às 09:53 • Última atualização 27 fev 2020 às 09:58

A gestão da coleta de lixo e administração do aterro sanitário vão custar R$ 9,2 milhões aos cofres públicos de Santa Bárbara d’Oeste. O valor é para o período de 12 meses de vigência do contrato, que foi homologado no último dia 21. A informação consta no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira.

O serviço passou a ser gerido neste mês pelo Consórcio Santa Bárbara d’Oeste, constituído pelas empresas LCP Serviços Ambientais e CTA Empreendimentos. O consórcio venceu o pregão presencial em 15 de janeiro e assumiu a gestão no dia 15 deste mês. O vínculo poderá ser prorrogado após um ano.

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Foto: MArcelo Rocha / O Liberal
O serviço passou a ser gerido neste mês pelo Consórcio Santa Bárbara d’Oeste

Desde o início dos trabalhos, os moradores da cidade relatam problemas na coleta. Até mesmo áreas próximas ao aterro sentiram os reflexos da transição do serviço.

A convocação dos atuais funcionários foi feita às pressas e os motoristas e coletores estavam trabalhando na semana passada sem contrato e sem saber ao certo quanto ganhariam, conforme revelado pelo LIBERAL com exclusividade na última quarta-feira.

Na semana passada, a prefeitura divulgou uma nota informativa, citando que houve a necessidade de “orientação e adaptação dos novos profissionais, equipamentos e maquinários aos serviços e itinerários habituais. O que, inevitavelmente, gerou situações atípicas e pontuais na coleta de lixo, em alguns bairros da cidade”, traz a nota.

Contrato

Santa Bárbara d’Oeste produziu entre janeiro e outubro de 2019, diariamente, uma média de 127,69 toneladas de resíduos sólidos domiciliares – todo o material é destinado ao Aterro Sanitário Municipal.

O consórcio deverá manter uma equipe composta por 11 funcionários dentro do aterro. Além disso, cada caminhão deverá ter quatro coletores por turno de coleta. Essas informações constam no edital disponibilizado pela prefeitura.

Questionamentos

A reportagem perguntou para a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste quantos funcionários foram contratados e quantos veículos estão disponíveis para a coleta no município. Os relatos de instabilidade no serviço também foram alvo de questionamentos, porém, não houve resposta até a publicação desta matéria.

A Prefeitura também barrou o acesso dos vereadores Edivaldo Meira Batoré (SD), Jesus Vendedor (DEM) e Carlão Motorista (PDT) aos documentos da coleta.