Ciep protesta após mãe de aluno agredir monitor cultural

Cerca de 40 funcionários da escola participaram do ato no Jardim das Orquídeas; mãe de aluno teria batido em monitor cultural


Foto: Thiago Almeida - Divulgação
Funcionários do Ciep fizeram manifestação na manhã desta sexta-feira

Professores e funcionários do Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Angélica Sega Tremocoldi, no bairro Jardim das Orquídeas, em Santa Bárbara d’Oeste, realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira. O ato ocorreu após um monitor cultural da unidade ter sido agredido por uma mãe de aluno na última segunda-feira.

Cerca de 40 pessoas se concentraram na entrada do colégio, localizado na Rua João Calvino, usando camisetas pretas. Uma bandeira de Santa Bárbara também foi levada pelo grupo. A direção da escola investiga o caso.

A agressão ocorreu no dia 10 de junho, às 16h. De acordo com o boletim de ocorrência, o monitor cultural de 30 anos estava fechando sua sala quando foi abordado por uma mãe.

Técnica de enfermagem, de 41 anos, disse que seu filho foi obrigado por outro professor a limpar uma carteira após um colega de classe vomitar.

O monitor disse que a mulher falava de “forma agressiva” e que colocou o dedo em seu rosto, momento em que pediu para ela abaixar o tom. Depois disso, ela teria agredido o homem com chutes, socos e arranhões. Em contato com os guardas, a mulher afirmou que o monitor apresentou um “comportamento inoportuno, sendo que o mesmo lhe disse que ela não tinha capacidade de ser mãe, momento em que a mesma lhe deu um empurrão, causando arranhões em seu braço”. A mulher também sustenta que o homem foi agressivo com ela.

Ao LIBERAL, o monitor contou que trabalha há dois anos no Ciep e que não esboçou reação, apenas se defendeu de “alguns golpes”.

“Hoje os pais confundem o professor com a babá dos filhos deles. Professor está na sala de aula para ensinar conteúdos didáticos e técnicos”, afirmou.

A técnica de enfermagem foi procurada pelo LIBERAL e disse que sua advogada “está cuidando do caso”. Ela não quis dar entrevista.

Em nota, a Secretaria de Educação de Santa Bárbara d’Oeste lamentou o ocorrido e disse que realiza “diversas ações” para incentivar o diálogo e o respeito ao próximo. Também informou que o monitor continua cumprindo sua carga horária e que a criança segue matriculada.

“Os fatos são apurados por meio de relatório elaborado pela direção da escola, onde as partes estão sendo ouvidas e as medidas cabíveis serão tomadas. Não houve solicitação de transferência do aluno”, informou a prefeitura.

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