Casal que matou e torturou caminhoneiro pega 33 anos de prisão

Carlos Antonio dos Santos, de 60 anos, ainda teve o corpo queimado pela dupla em Santa Bárbara


A Justiça de Santa Bárbara d’Oeste condenou nesta segunda-feira a 33 anos de prisão o casal acusado de torturar e matar o caminhoneiro Carlos Antonio dos Santos, de 60 anos, em junho do ano passado. Adrian Pardin e Stephani Priscila de Souza foram considerados culpados por latrocínio (roubo seguido de morte) e destruição de cadáver. Os dois negam a autoria do crime. Ainda cabe recurso, mas o casal terá de aguardar o julgamento na prisão.

A vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com Stephani, que por sua vez, tinha um caso com Adrian. Segundo a denúncia, os dois planejaram o crime para ficar com o dinheiro reservado pelo idoso para a compra de um apartamento.

Na data do assassinato, ela teria atraído o caminhoneiro para a sua casa, no Parque Zabani. Quando estava com a amante no quarto, Carlos teria sido surpreendido pelo outro réu e um primo, que responde pelo crime em outro processo.

Os três teriam amarrado o idoso na cama e o espancado para que ele disse onde guardava o dinheiro. O objetivo seria pagar uma dívida que Adrian tinha com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele teria morrido durante o espancamento. Os dois homens, então, pegaram uma corrente de ouro e o carro da vítima. Eles teriam colocado o corpo no porta-malas de um carro e levado até a Estrada dos Italianos, via de acesso ao aterro sanitário de Santa Bárbara, e ateado fogo. O cadáver foi localizado pela PM (Polícia Militar) parcialmente destruído. Ele ainda estava amarrado e amordaçado.

Durante o processo, os dois acusados negaram ter praticado o crime. Stephani, no entanto, chegou a afirmar que Adrian teria lhe confessado que matou Carlos.

A defesa dela alegou que, qualquer fosse a participação dela no caso, ela teria ocorrido sob coação, já que o outro réu “já havia agredido e ameaçado a ré”.

Já o outro acusado sustentou que as provas contra ele eram “frágeis” e que ele negava qualquer participação na morte de Carlos. A reportagem não conseguiu contato, nesta sexta-feira, com os advogados que representaram a dupla.

ELEMENTOS. “Fato é que os elementos de prova colhidos durante a fase inquisitiva e judicial são suficientes para comprovar que Adrian e Stephani praticaram este bárbaro crime de latrocínio, causando a morte violenta de Carlos porque ele teria se recusado a entregar o numerário exigido por eles”, afirmou, em sentença, a juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro, da 1ª Vara Criminal de Santa Bárbara d’Oeste.

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