Autor de homicídio não vai se entregar antes de final de prazo

Informação é da advogada do suspeito; delegado diz que motorista perde “credibilidade” ao se evadir


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O motorista de aplicativo Gilberto Carlos Falcão Filho, que confessou o homicídio do feirante Lucas da Silva Paulino, executado a tiros no dia 6 de maio em um farmácia do bairro São Francisco, em Santa Bárbara d’Oeste, não vai se entregar até que vença o prazo para cumprimento da prisão temporária.

A informação é da advogada de defesa do suspeito, Sandra Fernandes Manzano. Ao LIBERAL, ela disse que conversou com seu cliente e que, por enquanto, ele não vai se apresentar.

“Não que ele não vai se entregar em momento nenhum. Por enquanto o posicionamento é aguardar o vencimento da prisão temporária para saber depois o que vai ser feito. Se vai ser prorrogada ou convertida em preventiva”, explicou Sandra.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
O veículo utilizado e o revólver calibre 38 foram apreendidos

O mandado foi concedido pela juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro no dia 10 de maio após pedido do promotor de Justiça, Rodrigo Aparecido Tiago. A temporária pode ser prorrogada por mais 30 dias, desde que o pedido seja feito três dias antes do final do prazo e com justificativa.

O delegado responsável pela investigação, Reynaldo Peres, disse que não se entregar é um direito do motorista, mas que ele “perdeu a credibilidade” ao se evadir.

“Por enquanto a gente está analisando o caso, mas efetivamente é capaz do Ministério Público mesmo pedir a preventiva, tendo em vista a informação que nós somos obrigados a dar que não foi cumprida a temporária porque ele encontra-se foragido”, afirmou Peres.

Foto: Reprodução/Redes sociais
Lucas da Silva Paulino foi executado a tiros no dia 6 de maio em um farmácia do bairro São Francisco

RELEMBRE O CASO

O feirante de 28 anos estava na frente do caixa da farmácia, às 22h37, quando o suspeito entrou e efetuou os disparos. Lucas foi socorrido, mas não resistiu.

Gilberto se apresentou a polícia dois dias depois e confessou o crime. O veículo utilizado e o revólver calibre 38 foram apreendidos. Como não houve flagrante, ele foi liberado e depois teve a prisão preventiva decretada.

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