Autônomo pega 14 anos de prisão por morte de mecânico

Fernando C. Ribeiro deu facada no peito do mecânico Eder D. Gui, após ser questionado sobre agressões contra a sua enteada


O autônomo Fernando Cassiano Ribeiro, de 33 anos, foi condenado a uma pena de 14 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado. O Tribunal do Júri considerou que ele matou o mecânico Eder Donizete Gui, então com 36 anos, com uma facada no peito por motivo “fútil”. A pena também se refere às agressões físicas contra a namorada de Ribeiro, enteada de Gui.

O homicídio foi cometido em outubro de 2016. O mecânico foi até a lanchonete do namorado da enteada, no bairro Cidade Nova, para questioná-lo sobre as agressões que ela tinha sofrido. O autônomo então deu uma facada no peito de Gui e fugiu. Ribeiro confessou a agressão, mas disse que agiu para se defender de Gui. A vítima chegou a ser socorrida ao Pronto-Socorro Afonso Ramos, mas não sobreviveu.

Foto: Arquivo / O Liberal
Autrônomo foi condenado a 14 anos de prisão por morte de mecânico

Na sentença proferida nesta quinta-feira (1º), o júri reconheceu que Ribeiro cometeu homicídio qualificado por motivo fútil e lesões corporais de natureza leve contra a então namorada. Foi considerado também que Ribeiro possuía antecedentes por ter sofrido condenação criminal por receptação, “o que caracteriza maus antecedentes e justifica o aumento da pena base de um sexto, totalizando 14 anos de reclusão” pelo assassinato.

Os três meses e 15 dias somados à pena se referem às agressões contra a namorada. Ribeiro estava preso desde novembro de 2016, quando foi encontrado foragido em uma chácara na Praia dos Namorados, em Americana.

Recurso

Defensor público que assumiu o caso de Fernando Cassiano Ribeiro, Januario Branco de Moraes Filho. disse que deve recorrer da sentença, sustentando a argumentação de que ele teria agido em legítima defesa.

Em depoimento, Ribeiro negou ter batido na namorada. Ele disse ainda que Gui apareceu em seu estabelecimento alterado e se dirigiu até ele com a intenção de pegar em seu pescoço. A facada, de acordo com o acusado, foi um ato instintivo de defesa e ele não tinha a intenção de matar o padrasto da namorada.

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