Aposentado teria sofrido sessão de tortura até a morte

Testemunha diz que suspeita confessou ter amarrado e espancado Carlos Antonio dos Santos por dinheiro, em 15 de junho do ano passado


Uma testemunha declarou à Polícia Civil de Santa Bárbara d’Oeste que aposentado Carlos Antonio Soares, de 60 anos, morreu durante uma sessão de tortura promovida pela própria amante, Stephanie Priscila Souza, e o namorado dela, Adrian Luís Pardim. A informante, cuja identidade está sendo mantida em segredo pelos investigadores, disse que a própria Stephanie confessou para ela a participação na morte do idoso.

Foto: Edson Lopes Jr. / A2D
Testemunha relatou versão à Polícia Civil de Santa Bárbara d’Oeste

A defesa da suspeita não quis comentar o depoimento, juntado ao processo esta semana.

O crime aconteceu no dia 15 de junho do ano passado. Os dois foram presos algumas semanas depois, após o carro da vítima ser localizado pela Polícia Militar nas proximidades da casa onde viviam. Ambos negam qualquer participação no assassinato.

De acordo com a testemunha, a ré lhe disse que atraiu a vítima para um encontro sexual. Quando os dois estavam no quarto, Adrian entrou e começou a agredir o aposentado. Ele chegou a revidar, mas acabou contido pela dupla, que amarrou seus braços e pernas e começou a torturá-lo.

O objetivo seria obter, de Carlos, o saldo de uma conta bancária. Por se recusar a informar esse valor, ele teria sido agredido com socos e chutes e morreu. Ainda segundo a informante, o corpo foi escondido no “porão” da casa da mãe de Stephanie e, depois, levado para a área rural onde foi encontrado totalmente carbonizado, com um pano na boca e mãos e pés atados com fios de cobre.

Responsável
O promotor de Justiça Rodrigo Aparecido Tiago – responsável pela ação penal em que os dois respondem pelos crimes de homicídio qualificado, destruição de cadáver e roubo – pediu que tanto a testemunha protegida quanto o escrivão que redigiu o depoimento sejam ouvidos em uma audiência do processo, marcada para o dia 7 de fevereiro. Um investigador da Polícia Civil também foi intimado a depor.

As advogadas Jacimary Oliveira e Rosana Cristina Brogna, responsáveis pela defesa de Stephanie, foram procuradas para comentar o teor do depoimento, mas afirmaram que não se manifestariam “por respeito à família”.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora