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EDUCAÇÃO

Após demissão de professores, alunos temem fechamento de Faculdade de Santa Bárbara

Faculdade nega fechamento, mas confirmou o fim de turmas que não estão no último ano; alunos vivem incertezas sobre a conclusão dos cursos

Por Pedro Heiderich

13 Julho 2021, às 17h32 • Última atualização 13 Julho 2021, às 17h39

‘Fomos abandonados’, desabafa aluno de Educação Física que foi informado do fim do curso e não consegue transferência – Foto: Ernesto Rodrigues/ O Liberal

Após demissão de professores e avisos de fechamento de cursos, alunos temem o fechamento da FAP (Faculdade de Santa Bárbara), que pertence à Uniesp. Em nota, o grupo nega o fechamento e afirma que está tomando medidas de redução de custos.

Entretanto, a diretoria da FAP informou o fechamento de turmas que não estão no último ano da graduação da maioria dos cursos. Alunos revelam ainda abandono e dificuldade para conseguir transferência.

Professores da unidade de Santa Bárbara d’Oeste, localizada no bairro Jardim Sousa Queiroz, reclamam de atraso de salários desde fevereiro.

O salário voltou a ser pago em dia em abril, mas a faculdade seguiu devendo benefícios aos professores, dentre outros pagamentos.

Em maio, após o Sinpro (Sindicato dos Professores de Campinas e Região) notificar a faculdade três vezes pelo não pagamento dos professores, a categoria decidiu entrar em greve, que persiste.

De dois meses para cá, os mais de 200 alunos da Faculdade de Santa Bárbara vivem incertezas sobre a conclusão dos cursos e cogitam abandonar a instituição.

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Mas o que estava ruim, ficou ainda pior. Segundo apurado pela reportagem junto à alunos e professores nesta terça-feira (13), com exceção de Engenharia e Enfermagem, os cursos vão virar EAD (Ensino à Distância).

As graduações de Educação Física e Estética deixarão de existir. Apenas as turmas que estão no último ano devem concluir os cursos. As turmas anteriores, devem procurar uma transferência.

A maioria dos alunos que estão no início da graduação de cursos que não serão encerrados cogita abandonar a faculdade, segundo apurado pelo LIBERAL.

Já os alunos de Educação Física e Estética que não se formam este ano sofrem para conseguir uma transferência.

“Todos estamos em pânico, não sabemos o que fazer. Apesar das grades não baterem, a maioria pensa em transferir para a FAM (Faculdade de Americana). É melhor do que perder o que já foi estudado”, conta aluna de Estética, que não quis ser identificada.

Aluno de Educação Física que também pediu anonimato desabafa. “A gente foi abandonado pela faculdade e até o momento não encontramos uma opção, um norte.

A grade curricular é diferente e a faculdade não encontra uma alternativa. Pagamos a rematrícula e até agora não fomos reembolsados. Isso se arrasta desde a greve dos professores”.

O estudante destaca. “É muito parecido com o que aconteceu na Unimep, encerraram as atividades para cortar gastos. Só que a Unimep quando encerrou, procurou transferência para os alunos”.

Diretora do Sinpro, Conceição Fornasari, confirmou ao LIBERAL que professores foram demitidos.

“Mesmo em greve os professores foram demitidos ao arrepio total da lei. O sindicato se preocupa com o possível fechamento. Mesmo isso ocorrendo, todos os trabalhadores deverão ter seus direitos respeitados, inclusive com o pagamento dos haveres rescisórios”.

Questionada pela reportagem, a Uniesp enviou comunicado oficial em que nega o fechamento da instituição.

A nota culpa a pandemia do coronavírus (Covid-19) e o impacto na economia, fala em situação crítica e argumenta que medidas de redução de custos estão sendo tomadas para preservar a existência da faculdade.

O comunicado ainda diz que os gestores de cada unidade estão propondo a suspensão de contrato e o afastamento sem remuneração de parte dos colaboradores, “considerando que o momento poderá ser superado e deseja contar com seu corpo docente”.

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