Amparo e acolhimento guiam os trabalhos da Rede Feminina

Há 45 anos em Santa Bárbara d'Oeste, instituição oferece suporte a quem precisa de tratamento contra o câncer


Quando um paciente procura pele Rede Feminina de Combate ao Câncer de Santa Bárbara d’Oeste ele chega trazendo na bagagem ansiedade, medo da morte e isolamento social. Está muitas vezes confuso, perdido, sem saber onde procurar ajuda, mas nesse momento descobre que bateu na porta certa. As palavras amparo e acolhimento definem o trabalho da instituição e fazem a diferença nesse momento de fragilidade.

“Nós o acolhemos e vemos de que forma podemos ajudá-lo. Nós tentamos aliviar seus problemas, facilitar o seu caminho e assim lhe dar um pouco de paz e tranquilidade para ele focar e ser o protagonista da cura”, diz a superintendente da instituição, Carla Eliana Bueno. Segundo ela, a Rede existe em Santa Bárbara d’Oeste há 45 anos para cuidar de pessoas com câncer e suas famílias através de projeto psicossocial de atenção integral e sistêmica ao paciente.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Carla: ajuda para aliviar problemas e dar um pouco de paz para o paciente

“Não cuidamos da doença. Curar a doença não cabe ao terceiro setor. Cuidamos da pessoa e sua família porque o câncer acomete a família toda”, diz. Segundo ela, o projeto oferece apoio social, emocional, nutricional, de enfermagem e fisioterapia, além de capacitação técnica e oficinas de convivência e fortalecimento de vínculos.

“Essas oficinas são importantes porque estimulam o convívio e a percepção pelo paciente de que existem outras coisas além do câncer. Além disso, através da criatividade e da arte ele pode descobrir um talento e uma habilidade que não sabia que tinha”.

Em 2017, a instituição foi considerada pela Revista Exame como uma das 100 melhores ONGs (Organizações Não-Governamentais) do país. Atualmente, atende 34 crianças e adolescentes e 220 pacientes adultos, a maioria mulher (60%).

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Pessoas podem ajudar a entidade com doações

O apoio engloba o suporte básico com a ajuda em medicação e suplementação alimentar (os pacientes que usam sondas recebem suplementação integral) e ajuda com o transporte de crianças e adolescentes ao Hospital Infantil Boldrini, em Campinas. As viagens são diárias. Às vezes mais de uma vez por dia. O paciente e um acompanhante são pegos e devolvidos em casa.

Apoio

A Rede possui uma equipe de 16 funcionários e 60 voluntários. A parceria com a prefeitura equivale e a R$ 5 mil de ajuda mensal, 3% do custo operacional da instituição, sendo Carla.

Para complementar a receita, ela mantém equipe de telemarketing para captar doações, recebe créditos da Nota Fiscal Paulista, renda do brechó e bazar de artesanato permanentes, além de campanhas específicas e de participar de editais de projetos como o do McDia Feliz.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Rede possui uma equipe de 16 funcionários e 60 voluntários

A campanha realizada anualmente garante a manutenção de todo o atendimento prestado. Toda a renda da venda antecipada para compra do Big Mac é revertida à entidade. Eles estão à venda na instituição e com as voluntárias.

Como Ajudar:

  • Doando cabelos para confecção de perucas
  • Doando roupas e alimentos
  • Sendo voluntário
  • Comprando os artesanatos vendidos no bazar
  • Divulgando a causa
  • Adquirindo os tickets antecipados da campanha McDia Feliz
  • Depositando ou transferindo qualquer valor parar: Banco do Brasil: 001, Agência: 6657-5, Conta Corrente: 1020-0, CNPJ: 04.257.862/0001-55.

‘É a minha segunda casa’, diz voluntária

Gislene Aparecida Marcos define a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Santa Bárbara d’Oeste como a sua segunda casa. A história da família com a instituição começou há 12 anos, quando Camili Vitória Poltronieri, filha de Gislene, foi diagnosticada com talassemia mayor.

A dona de casa conta que soube do trabalho oferecido pela Rede através de uma amiga. Na época, Camili tinha 8 meses e ia três vezes por semana ao Hospital Infantil Boldrini para tratamento. “Eu precisava vender rifas para bancar os custos da viagem. Era gasolina, pedágio, almoço. A gente não tinha condições e estava muito difícil manter o tratamento dela”.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Gislene, com a filha Camili, virou voluntária da Rede Feminina

Gislene era balconista, mas precisou deixar o emprego para poder cuidar da filha. “O apoio da Rede foi fundamental. Dois dias depois de procurar a entidade, o transporte da Camili estava liberado e eu também passei a ter acesso a todo apoio oferecido pela instituição, incluindo o acompanhamento psicológico. Isso também foi muito importante”.

Camili está perto de completar 13 anos e ainda frequenta o Boldrini. A mãe conta que a doença da filha não tem cura e ainda hoje utiliza o transporte oferecido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer para ir ao hospital. A menina também frequenta os grupos de apoio e as oficinas oferecidas pela instituição. “Digo que é minha segunda casa por esse motivo. Em tudo o que eu preciso, eles me ajudam”.

Atualmente, a dona de casa também atua como voluntária da instituição. Ela ajuda a produzir os artesanatos vendidos no bazar permanente e durante a campanha McDia Feliz se empenha na venda dos bilhetes antecipados.

“Há seis anos, sou a voluntária que mais vende”, comemora. Tanto empenho em colaborar, segundo Gislaine, foi a forma que ela encontrou de retribuir a ajuda. “Somos como uma família. Quando um precisa, o outro está sempre pronto para socorrer”, conta.

Dados para contato:

Rede Feminina de Combate ao Câncer (sede)
Rua Santa Cruz, 420 – Vila Pires
3455-2303
contato@redefemininasbo.org.br

Espaço Dona Rosinha Wakabara (brechó, bazar e oficinas de artesanato)
Rua Pedro Álvares Cabaral, 346 – Santa Terezinha
Segunda a sexta, das 12h às 17h.

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