Amev atua a serviço da comunidade há 15 anos

Com foco no social, Amev surgiu para combater a vulnerabilidade no bairro Vista Alegre e ampliou os seus serviços


A falta de opções de lazer durante a década de 1990 no bairro Vista Alegre, em Santa Bárbara d’Oeste, motivou a criação da Amev (Associação dos Moradores do Eldorado e Vista Alegre). Além oferecer atividades recreativas e pedagógicas para crianças, adolescentes e idosos da região, a ONG (Organização Não-Governamental) têm convênio com a prefeitura e funciona também como creche.

A associação foi fundada em 2004, mas o trabalho dos voluntários começou anos antes. Segundo a coordenadora do espaço, Rita de Cássia Martins Souza, o projeto teve início em 1996, na chácara de um dos fundadores, Benedito Samuel Barbosa, o Dito Preto.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Amev atualmente atende 35 crianças e adolescentes no projeto, além de 40 idosos da comunidade

“O foco maior era ter uma benfeitoria para os bairros. Esses fundadores são do Vista Alegre e o bairro não tinha nem praça. As famílias eram carentes, pessoas mais simples, não tinham onde deixar crianças, nem área de lazer, nem nada”, lembrou Rita.

O trabalho com crianças e adolescentes ocorria aos sábados pela manhã no campo de futebol que havia na chácara. Assistentes sociais e pedagogas da prefeitura auxiliavam na manutenção do projeto e também propunham atividades educativas.

Depois de formalizada, a Amev se transferiu em 2005 para uma casa alugada no mesmo bairro e que era mantida por duas igrejas da região. Já em 2010, a ONG recebeu a doação de um terreno da prefeitura para construir sua sede própria na Rua do Amor, onde funciona até hoje. A inauguração ocorreu em 28 de novembro de 2011.

Atualmente, são atendidas 35 crianças e adolescentes no projeto, além de 40 idosos da comunidade. Outras 87 crianças com idade entre 2 e 4 anos frequentam a creche do local através do convênio firmado com a prefeitura em novembro do ano passado. O vínculo é renovado a cada ano.

Entre as atividades desenvolvidas com as crianças estão roda de leitura, contação de histórias, jogos didáticos, produção de textos, teatros, além de estudos e passeios temáticos. Oficinas de dança de rua, balé e jazz também são oferecidas.

“O nosso foco principal foi o trabalho social com crianças, adolescentes e terceira idade para que a gente pudesse tirá-los da ociosidade, da vulnerabilidade social. O nosso objetivo desde então foi trabalhar com palestras, oficinas, cursos profissionalizantes, artesanato”, comentou Rita.

A aposentada Joana Ricardo Botelho Barbosa, de 74 anos, frequenta a Amev há dez anos. Foi no espaço que ela aprendeu a ler e descobriu o gosto pelo bordado, que é ensinado duas vezes por semana por uma voluntária.

“Nunca tive aula antes. Aprendi a ler. Só escrever que não escrevo muito bem, mas escrevo também. Foi tudo aqui, com a graça de Deus. Aprendi também bordado. No começo era difícil, mas agora já aprendi também”, disse Joana.

A equipe da Amev é formada por voluntários e profissionais contratados, como a professora de dança Larissa Borba, 22, que frequentou o projeto quando criança, dos 10 aos 13 anos. A experiência tem sido gratificante.

“Entrei em março (para trabalhar) e é muito bom. Comecei a dançar aqui (Amev) com dez anos e agora entrei para ser professora de dança, dou aula para os pequenos”, comentou.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora