Acusado por tortura e morte de professor pega 33 anos de prisão

Luiz Henrique Xavier da Rocha recebeu pena pelos crimes de sequestro e homicídio de professor que teria sido confundido com policial


A Justiça de Santa Bárbara d’Oeste divulgou esta semana a decisão do Tribunal do Júri, que condenou o desempregado Luiz Henrique Xavier da Rocha a 33 anos de prisão pela morte do professor David Valério de Souza, em novembro de 2015. A pena foi aplicada pelos crimes de sequestro e homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com tortura). A defesa dele já recorreu da sentença, alegando falta de provas.

Foto: Arquivo / O Liberal
Região de mata no bairro Nova Conquista foi vasculhada pela Polícia Militar na época do crime

A vítima foi encontrada por policiais, ainda viva, amarrada em um tronco na Rua João Eduardo Macknight, no Nova Conquista. Ele tinha um pano no rosto, um capacete preso a cabeça e marcas de agressão e um disparo de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Segundo a denúncia, Xavier e outros três homens não identificados teriam sequestrado e torturado o professor por acreditarem que David fosse policial, já que ele carregava um documento com timbre da Polícia Civil.

A PM (Polícia Militar) recebeu uma denúncia anônima e, ao chegar ao local, viu o grupo fugir pela mata. O réu acabou capturado ao tentar se esconder entre os trabalhadores de uma propriedade rural.

A defesa do desempregado alegou no processo que a versão sustentada pela acusação não foi provada, já que as testemunhas ouvidas durante a ação penal – policiais e o dono do sítio onde ele tentou se esconder – não presenciaram o crime. Os jurados, no entanto, julgaram a denúncia procedente.

Ao fixar a pena, a juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro, da 1ª Vara Criminal de Santa Bárbara, considerou os maus antecedentes de Luiz Henrique – oito condenações criminais, a maioria por furto – e a crueldade com que o crime foi praticado.

Ao LIBERAL, o advogado José Eduardo Bonfim, responsável pela defesa, afirmou que já apresentou o recurso para que o caso seja revisado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). “Pedimos a absolvição por falta de provas ou a realização de um novo júri”, disse.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!