Verão será mais quente e chuvoso na região

Verão, que começou na sexta, terá temperaturas mais altas do que a média da estação na região


O verão 2019 será mais quente e chuvoso do que a média da estação. Segundo previsão do Cpetec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Brasil estará sob influência do fenômeno El Niño pelos próximos três meses. Ele aquece as águas do Pacífico e acaba interferindo nas temperaturas e clima de algumas regiões do país, incluindo a região central, onde está o Sudeste.

Foto: João Carlos Nascimento/O Liberal
Temperatura já subiu nos últimos dias na região, mesmo antes do início do verão

Embora nos últimos dias tenham sido registradas altas temperaturas – com os termômetros na maioria dos dias marcando acima de 34 graus – o verão só começou oficialmente às 20h22 da última sexta-feira. O calorão acima da média para o período foi provocado por um sistema de alta pressão que deixou os dias ainda mais quentes e favoreceu a ocorrência de pancadas de chuva isoladas. É ele também que provoca rajadas de vento fortes – como a que destruiu telhados na terça-feira, em Santa Bárbara d’Oeste – e a ocorrência de descargas elétricas.

Estudos climáticos do Cpetec para o período que vai até fevereiro indicam que a intensidade do fenômeno será fraca, mas mesmo assim provocará interferências no clima em algumas áreas. Na região de Americana, o padrão indica que os acumulados de chuva acima da faixa normal são previstos como o mais provável para os meses de verão.

Segundo informações da meteorologista do Cpetec Caroline Vidal Ferreira da Guia, o Estado de São Paulo já está sob interferência da estação chuvosa. A partir de agora, segundo ela, as precipitações começam a ocorrer de forma mais significativas com pancadas de chuva normalmente à tarde e à noite.

“Uma característica do verão são dias quentes e úmidos. E essa combinação de calor e umidade acaba favorecendo a ocorrência das pancadas de chuva”, explica. Normalmente, a estação chuvosa vai de outubro a abril. Desde o seu início, segundo estudos do Cpetec, já choveu mais que a média, mas nada que possa ser classificado como atípico.

Caroline destaca que essa também é a época em que se costuma observar a zona de convergência do Atlântico sul, que é uma faixa de nebulosidade que vem do Amazonas até parte a região sudeste e que provoca chuvas por dias seguidos. De acordo com a meteorologista esse padrão é comum nos meses de verão e responsável também por períodos de pequena queda na temperatura. “Já tivemos dois episódios em novembro e em dezembro por enquanto nenhum”. Foi esse padrão, por exemplo, que derrubou as temperaturas por dias seguidos no mês passado, mantendo o tempo nublado e mais chuvoso.

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