Universidades e escolas aderem paralisação pela educação

Manifestações são contrárias ao bloqueio de recursos feito pelo Ministério da Educação, que afeta do ensino infantil aos cursos de pós-graduação


Os reitores da USP (Universidade de São Paulo), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista) divulgaram nota em que criticam os cortes de verba das universidades federais e convocam a comunidade acadêmica a “debater problemas da educação e ciência” nesta quarta-feira, quando estão previstos protestos em defesa da educação em todo o País.

Organizadas por entidades estudantis e de docentes, as manifestações são contrárias ao bloqueio de recursos feito pelo Ministério da Educação, que afeta do ensino infantil aos cursos de pós-graduação.

Na RPT (Região do Polo Têxtil), há um protesto agendado para ocorrer nesta quarta-feira (15) em frente da Escola Estadual Neuza Maria Nazatto de Carvalho, em Santa Bárbara d’Oeste. A escola fica na Rua do Ouro, 978, no bairro Mollon IV. Na convocação, a organização diz que o protesto é motivado pela “decisão do governo Bolsonaro de bloquear 30% das verbas para as Universidades e Institutos Federais”.

Foto: Facebook / Reprodução
Na região, protesto vai ocorrer em Santa Bárbara

No âmbito universitário, o Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) diz que “conclama a comunidade acadêmica” para o debate, diz que os cortes de verba na área são um “equívoco estratégico” e têm consequências para o desenvolvimento do País.

Embora os cortes anunciados pelo governo Jair Bolsonaro atinjam de forma mais imediata as universidades federais, as estaduais também são afetadas, uma vez que recebem verbas de financiamento de agências de fomento ligadas ao governo federal.

Particulares

Escolas privadas de São Paulo também aderiram à manifestação e vão paralisar as atividades. Os Colégios Equipe, Gracinha, Waldorf Micael, Recreio e Politeia comunicaram os pais sobre a adesão ao protesto. No Colégio Oswald de Andrade, os alunos enviaram uma carta à direção e aos pais, informando que vão à manifestação. O colégio cancelou passeios e excursões que estavam marcados para esta quarta.

Além do contingenciamento na educação, eles também são contrários a políticas que são defendidas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), como o projeto de lei Escola sem Partido e mudanças nas diretrizes de ensino, citando por exemplo alterações no teor das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) diz que está aberto ao diálogo com todas as instituições de educação para “buscar caminhos para o fortalecimento do ensino no País”. Diz ainda que os bloqueios de verba são “preventivos”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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