Três são condenados por sequestro de colombianos

Quadrilha monitorava a rotina de alguns estrangeiros que viviam na região para depois roubá-los ou extorqui-los


Foto: Alenita Ramirez - AAN
Presos desde que a investigação foi concluída, os três condenados ´pela Justiça não terão direito a recorrer em liberdade

A Justiça de Americana condenou esta semana três integrantes de uma quadrilha especializada no sequestro de colombianos. Felipe Góes e César Augusto Leandro Barreira foram condenados a 23 anos de prisão, cada um, e Pedro Ivo Alves Pereira, a 26 anos e dez meses. O quarto integrante – Irineu Araújo Ferreira – não foi localizado para responder ao processo e é considerado foragido. Ele teve a ação desmembrada.

Preso em Campinas, o grupo teria feito pelo menos oito vítimas nos quatro primeiros meses de 2015. Segundo as investigações, eles monitoravam os estrangeiros – suas rotinas de trabalho e os locais onde frequentavam – e faziam o sequestro.

As vítimas eram levadas para um apartamento na região do Matão, em Sumaré, onde eram agredidas até concordar em pagar pela própria liberdade ou convencer seus familiares a fazer isso.

No caso de Americana, um motoboy colombiano foi sequestrado quando fazia uma cobrança na Rua dos Apeninos, no Jardim Thelja. Ele foi levado para o cativeiro e recebeu chutes e socos até pedir a um amigo que pagasse R$ 3 mil à quadrilha. O próprio sequestrado, depois de libertado, fez saques de sua conta e entregou aos bandidos para não voltar ao cativeiro. Na última entrega de dinheiro, um dos sequestradores acabou preso.

O juiz Eugênio Augusto Clementi Júnior, da 2ª Vara Criminal de Americana, considerou o grupo culpado por três crimes: roubo, extorsão mediante sequestro e associação criminosa. Presos preventivamente desde que a investigação foi concluída, os três não terão direito a recorrer em liberdade.

O advogado Tiago Campos de Azevedo, responsável pela defesa de Pedro Ivo, disse que vai aguardar a manifestação do cliente sobre um eventual recurso contra a condenação. “Atuei nele pela Defensoria e, nesses casos o réu é intimado sobre a sentença e diz se vai recorrer. Se ele afirmar que quer eu preparo o recurso”, afirmou.

O advogado Pedro Renato Lúcio Marcelino, defensor de Cesar Barreira, não retornou o contato feito pela reportagem em seu escritório. O LIBERAL não conseguiu contato com a defesa de Felipe Góes.

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