27 de maio de 2022 Atualizado 20:45

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Covid-19

Taxa de transmissão de Covid-19 é a maior já registrada na região

Informações desta quarta-feira mostram índice de 1,63, ou seja, cada 100 infectados com o vírus contaminam outros 163

Por Rodrigo Alonso

27 Janeiro 2022, às 07h29 • Última atualização 27 Janeiro 2022, às 07h30

Com tendência de alta, a taxa de transmissão do coronavírus (Covid-19) na região de Campinas é a maior já registrada até agora. Dados desta quarta-feira mostram um índice de 1,63. Ou seja, em média, cada 100 pessoas infectadas contaminam outras 163.

Os números são da plataforma SP Covid-19 Info Tracker, que passou a fazer o monitoramento em setembro de 2020. Coordenadora do projeto e pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo), Marilaine Colnago estima que, mesmo antes desse período, a taxa nunca havia chegado a 1,63.

Receba as notícias do LIBERAL no WhatsApp

O índice tem aumentado desde 24 de dezembro, quando era 0,71 – valores abaixo de 1 indicam redução no número de infectados. Até então, no ano passado, a maior taxa tinha sido 1,4, em 27 de março, quando a pandemia estava em sua pior fase no Brasil.

“O fato de estar acima de 1, e bem acima ainda, mostra que a pandemia está em expansão e reflete a situação que a gente está vivendo”, disse ontem o infectologista André Giglio Bueno, membro do Observatório da PUC-Campinas.

Mesmo com esse aumento, a área do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas tem o 15º menor índice de transmissão do Estado, que está dividido em 22 regiões. A região de São José do Rio Preto lidera a lista com 1,9.

Segundo a coordenadora do SP Covid-19 Info Tracker, Marilaine Colnago, há uma dificuldade para obtenção de dados na região, já que nem todas as cidades atualizam seus boletins diariamente, o que pode impactar nas projeções.

Ela apontou que a quantidade de pessoas internadas tende a aumentar, inclusive em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

Essa expectativa se baseia nos dados de casos ativos, ou seja, de pessoas contaminadas que ainda estão no período de transmissão. Até esta terça, 23.834 moradores da região de Campinas se encontravam nessa situação. A estimativa é que esse número suba para o total de 34.300 até o próximo dia 31.

“Com esse valor ainda muito elevado na questão dos casos ativos, infelizmente o que a gente espera é maior valor nas internações e, consequentemente, nos óbitos”, comentou.

Conforme boletim da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), a taxa de internações está em 69,1% nas enfermarias e 68,7% em UTIs nos municípios do DSR de Campinas. Nos últimos sete dias, houve um aumento de 17,4% na média móvel de novas internações.

Nesta quarta-feira, o governador João Doria (PSDB) anunciou a ativação de 700 novos leitos de Covid-19 para atendimento na rede estadual, mas nenhum deles abastecerá a região.

Segundo André Giglio, estudos apontam que o pico de infecções deve ser atingido em fevereiro e que a situação deverá melhorar apenas em março ou abril.

“Isso é baseado no comportamento do vírus em outros países e não necessariamente é o que acontece aqui, mas é possível que seja dessa forma”, declarou.

Publicidade