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Covid-19

RPT ultrapassa as 2 mil mortes causadas pelo coronavírus

Cidades da região informaram mais 30 mortes pela doença nesta quarta-feira e contabilizam no total 2.028 vítimas da pandemia

Por Marina Zanaki

14 abr 2021 às 17:23 • Última atualização 14 abr 2021 às 21:35

A RPT (Região do Polo Têxtil) ultrapassou as duas mil mortes causadas pelo novo coronavírus (Covid-19) nesta quarta-feira (14). A triste marca foi alcançada após a região informar mais 30 mortes. Com essa atualização, as cinco cidades da região somam 2.028 vítimas desde o início da pandemia.

A região levou dez meses para registrar as primeiras mil mortes pela doença e apenas quatro meses para saltar para 2 mil. A situação indica uma aceleração no contágio e nas internações pela Covid-19.

A cidade que lidera nas mortes é Sumaré, que contabiliza nesta quarta-feira 628 vítimas. Na sequência aparece Americana, com 427 óbitos.

Hortolândia informa 425 vítimas, seguida de Santa Bárbara d’Oeste, com 424 mortes no boletim de terça-feira. Nova Odessa contabiliza até o momento 124 vidas perdidas. Veja detalhes dos óbitos informados nesta quarta-feira ao final da reportagem.

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Aumento de mortes

Membro do Comitê de Crise da Prefeitura de Americana e médico na linha de frente da pandemia, o infectologista Arnaldo Gouveia Junior apontou uma série de fatores para a aceleração das mortes em 2021.

O primeiro motivo é o crescimento no contágio. Com mais pessoas doentes, mais adoecem com gravidade e consequentemente aumenta o número de mortos.

A possibilidade de circulação de variantes, como a P1, localizada inicialmente em Manaus (AM), também pode influenciar nessa conta. Para o médico, ela atua principalmente no aumento da taxa de transmissão. Em relação ao risco de maior gravidade da variante, o médico disse que essa hipótese ainda é estudada.

A falta do chamado kit intubação, composto por medicamentos sedativos e relaxantes musculares que mantêm os pacientes desacordados durante a intubação, também pode afetar a mortalidade, segundo o médico.

Por fim, a escassez de profissionais da saúde também pode estar influenciando no aumento da mortalidade. O médico explicou que, diante da necessidade de ampliar equipes com novas contratações, leva um tempo até os profissionais estarem prontos para atuar na frente de batalha que é a pandemia.

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“Todo mundo comprou aparelhagem, mas mesmo o pessoal operando com a maior boa vontade do mundo, fazendo das tripas coração, são equipes menos qualificadas que no ano passado. Conseguia usar pessoal altamente treinado para isso, mas os profissionais que hoje você consegue fazem um treino mais breve, treina um mês, 15 dias, e manda para a frente de batalha”, disse o médico, que atua na rede particular da cidade.

A maior dificuldade enfrentada neste momento pelo Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, é justamente recursos humanos. A empresa Hygea não renovou o contrato para fornecimento de profissionais para a ala Covid, alegando falta de autonomia, e o município vai precisar repor as equipes.

O contrato com a terceirizada vence nesta quinta-feira e a prefeitura garante que não haverá desassistência, mas até a publicação desta reportagem não informou como fará a reposição.

Internações

O médico fez um apelo para que a população siga as medidas sanitárias, já que a situação é de sobrecarga em todo o Estado de São Paulo, tanto na rede pública quanto privada.

“Mesmo com dinheiro na mão e vai para São Paulo, não tem garantia que vai achar vaga em lugar nenhum. Está tudo cheio, o SUS mais cheio ainda, e não adianta ter dinheiro se não tiver lugar. Agora está mais perigoso ainda de pegar, além de tudo você está correndo o risco de atendimento abaixo do ideal porque não estamos conseguindo dar conta de toda a demanda com equipes de primeira linha”, finalizou o infectologista.

Em Americana, a rede particular está há quase um mês com lotação máxima. O Hospital Municipal tem 69% dos leitos intensivos ocupados e 100% da enfermaria Covid com pacientes.

Perfil das mortes

Veja detalhes das oito mortes informadas por Americana nesta quarta-feira:

  • Uma mulher (57), moradora do bairro Parque Novo Mundo, sem informações de doenças preexistentes, que estava internada no Hospital Municipal e faleceu no dia 10 de abril;
  • Um homem (74), morador do bairro Vila Catharina Zanaga, sem informações de doenças preexistentes, que estava internado no Hospital Municipal e faleceu no dia 11 de abril;
  • Um homem (30), morador do bairro Jardim Guanabara, portador de doença cardiovascular crônica, que estava internado em hospital público de Paulínia e faleceu no dia 11 de abril;
  • Uma mulher (82), moradora do bairro Vila Bertini, sem informações de doenças preexistentes, que estava internada no Hospital Municipal e faleceu no dia 12 de abril;
  • Uma mulher (72), moradora do bairro Jardim da Paz, portadora de hipertensão arterial, que estava internada no Hospital Municipal e faleceu no dia 12 de abril;
  • Um homem (74), morador do bairro Jardim Guanabara, portador de doença cardiovascular crônica e hipertensão arterial, que estava internado em hospital particular e faleceu no dia 13 de abril;
  • Uma mulher (68), moradora do bairro São Luiz, sem informações de doenças preexistentes, que estava internada no Hospital Municipal e faleceu no dia 14 de abril;
  • Um homem (69), morador do bairro Parque Gramado, sem informações de doenças preexistentes, que estava internado no Hospital Municipal e faleceu no dia 14 de abril.

Santa Bárbara d’Oeste informou mais cinco vítimas:

  • Mulher, 84 anos (Óbito em 09 de abril de 2021)
  • Homem, 68 anos (Óbito em 12 de abril de 2021)
  • Homem, 58 anos (Óbito em 13 de abril de 2021)
  • Homem, 35 anos (Óbito em 13 de abril de 2021)
  • Mulher, 67 anos (Óbito em 14 de abril de 2021)

Veja detalhes dos novaodessenses que faleceram:

  • mulher, 60 anos, morador do Jardim Nossa Senhora de Fátima. Faleceu em hospital de Americana no dia 26 de março, sem informações se tinha comorbidades;
  • homem, 57 anos, morador do Jardim Santa Luiza. Internado em hospital de Americana não revelado, ele faleceu em 27 de março. Também não foi informado se tinha comorbidades;
  • homem, 77 anos, morador do Jardim Planalto, era cardiopata e diabético. Faleceu em hospital de Americana em 31 de março;
  • homem, 63 anos, morador do Santa Luiza, era cardiopata e diabético. Faleceu em hospital de Americana no dia 31 de março;
  • homem, 37 anos, morador do Jardim Monte das Oliveiras, sem informação se tinha comorbidades. Faleceu em hospital de Americana em 7 de abril;
  • homem, 55 anos, morador do Jardim Raposeira Azenha. Faleceu em hospital de Americana no dia 8 de abril;
  • homem, 61 anos, morador do Jardim Santa Rosa. Faleceu em hospital de Americana em 9 de abril.

Sumaré informou mais nove mortes:

  • Mulher de 34 anos, com comorbidades. Estava internada no Hospital Estadual Sumaré, óbito em 13 de abril;
  • Mulher de 64 anos, com comorbidades. Estava internada na UPA Macarenko, óbito em 12 de abril;
  • Homem de 45 anos, com comorbidades. Estava internado no Hospital Municipal de Paulínia, óbito em 9 de abril;
  • Homem de 54 anos, com comorbidades. Estava internado no Hospital Bom Samaritano de Artur Nogueira, óbito em 1° de abril;
  • Mulher de 38 anos, com comorbidades. Estava internada no Hospital das Clinicas da Unicamp, óbito em 11 de abril;
  • Homem de 56 anos, com comorbidades. Estava internado no Hospital Samaritano Campinas, óbito em 9 de abril;
  • Homem de 70 anos, com comorbidades. Estava internado na Casa de Saúde Campinas, óbito em 9 de abril;
  • Homem de 55 anos, com comorbidades. Estava internado em São Paulo no Hospital Bosque da Saúde, óbito em 12 de abril;
  • Homem de 63 anos, com comorbidades. Estava internado na Casa de Saúde Campinas, óbito em 10 de abril.

Hortolândia informou o 425° óbito, um homem de 59 anos com comorbidades. Ele Faleceu no dia 12 de abril na Unidade Respiratória do Nova Hortolândia.

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