RPT tem queda no número de matrículas nos ensinos fundamental e médio

Cidades da região acompanham tendência nacional, que também registrou redução nas matrículas desses períodos escolares


A RPT (Região do Polo Têxtil) teve queda no número de matrículas nos ensinos fundamental (1º ao 9º ano) e médio, de 2016 para 2017, assim como aconteceu no País. As reduções foram de 2,62% e 3,75%, respectivamente. Por outro lado, houve aumento no ensino infantil, de 0,5%, e no EJA (Ensino de Jovens e Adultos), de 4,79%, também seguindo a tendência nacional. Os dados constam no Censo Escolar 2017, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Educação.

No ensino fundamental, Sumaré aparece como a cidade da RPT que apresentou maior diminuição percentual: 3,1%. O número passou de 29.688 para 28.767. Os outros quatro municípios acompanharam o cenário de queda: 1,75% em Americana, 1,05% em Hortolândia, 0,58% em Santa Bárbara d’Oeste e 0,3% em Nova Odessa.

No ensino médio, a cidade com maior redução percentual é Hortolândia, com 5,81%: de 8.834 para 8.321. A variação foi negativa nos demais municípios: 5,77% em Santa Bárbara d’Oeste, 3,01% em Americana, 1,95% em Nova Odessa e 1,67% em Sumaré.

Professora da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Norma Sandra de Almeida Ferreira apontou que o envelhecimento populacional pode ser um dos motivos para as diminuições. “Durante algum tempo, tivemos algumas famílias que estavam tendo filho único. Então, está tendo menos criança para frequentar as escolas”, afirmou.

Em contrapartida, o aumento no ensino infantil pode estar ligado à Lei 12.796, de 4 de abril de 2013, segundo Norma. A legislação tornou obrigatória, a partir de 2016, a matrícula de crianças a partir dos 4 anos.

A docente ainda afirmou que os pais têm dado mais valor à educação infantil. Além disso, cada vez mais, as mães estão se inserindo no mercado de trabalho, ressaltou Norma. A situação faz com que as mulheres deixem os filhos nas escolas, já que elas não podem cuidar deles em casa nesta situação.

O dirigente regional de Ensino Substituto de Americana, Laércio Bento, disse que as quedas nos ensinos fundamental e médio já eram previstas pelo governo estadual. Ele lembrou que, em 1997, o Estado instituiu a progressão continuada no ensino fundamental, o que eliminou as retenções escolares durante o período. “Essa reorganização foi no sentido de correção do fluxo. Garantir que o aluno que entra acabe saindo”, declarou.

De acordo com Bento, o governo previa que, a partir de 2015, haveria uma redução no número de alunos no ensino médio, “porque o fluxo já estaria corrigido”. As prefeituras de Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré comunicaram que, nas cidades, não há falta de vagas no ensino fundamental.

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