RPT deve faturar R$ 61,4 milhões durante a páscoa

Acia acredita que crescimento ocorrerá apenas nas produções artesanais de Americana


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Empresária Lorena Sardinha afirma que o preço dos produtos artesanais é um grande chamariz para os consumidores

Faltando ainda 43 dias para a Páscoa os economistas e lojistas da região acreditam que não é cedo demais para falar sobre a data. Animado, o setor projeta um faturamento de R$ 61,4 milhões em vendas somente nas cidades de Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa. A estimativa foi calculada pelo Sincomercio, o sindicato patronal do comércio varejista das três cidades e levou em conta os números divulgados pela Associação Comercial de Campinas esta semana. A pesquisa campineira apontou que a região metropolitana deve vender R$ 511,6 milhões este ano, 2% a mais do que no ano passado.

A economista do Sincomercio, Caroline Brandão, explica que os números foram calculados com base na representatividade do PIB (Produto Interno Bruto) dos três municípios, além dos dados de faturamento do setor de supermercados em todo o Estado, nos últimos anos. “Também levantamos junto ao Ministério do Trabalho a porcentagem de trabalhadores empregados neste setor nos anos anteriores e esperamos a contratação de 846 temporários nas três cidades”, pontuou. As contratações devem começar a partir da 2ª quinzena de março.

Para a Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana) o faturamento na data, contudo, deve crescer apenas para os pequenos produtores artesanais. “Temos observado duas tendências. Os grandes varejistas que vendem os tradicionais ovos não acreditam em crescimento com relação a 2016. Já os produtores de ovos artesanais, caseiros, podem ter um crescimento de 5%”, comentou o presidente da associação, Dimas Zulian. “A cultura da Páscoa é bastante restrita a venda de chocolates e pescados”, avaliou.

Produzindo ovos de páscoas há seis anos, a empresária Dalva Sardinha espera vender em 2017 três vezes mais e já começou a receber as primeiras encomendas. “Há oito meses abrimos a loja e estamos apostando nisso”, comentou. A filha da empresária, Lorena Sardinha, diz que o preço dos produtos artesanais é um dos grandes chamarizes. “ A gente percebe que as novidades vendem muito, lançamentos, com bastante cores. No ano passado apresentamos uma versão de ovo no pote e foi o que salvou nossas vendas, muito mais do que o ovo tradicional”, explicou. “Os preços também ficam mais atraentes. Por conta da crise, não reajustamos nada para este ano”, finalizou.

De acordo com a associação comercial de Campinas os preços no comércio varejista devem crescer 9%, elevando o ticket médio para R$ 125. É esperado que a RMC (Região Metropolitana de Campinas) consuma 3,3 mil toneladas de chocolate na data.

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