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Covid-19

RMC pede que Hospital de Campanha de Santa Bárbara tenha leitos de UTI

Prefeitos vão enviar documento pedindo ampliação de leitos na região ao governador João Doria

Por Marina Zanaki

23 fev 2021 às 16:36 • Última atualização 24 fev 2021 às 11:37

Os prefeitos da RMC (Região Metropolitana de Campinas) querem que o governo de São Paulo transforme o Hospital de Campanha de Santa Bárbara d’Oeste em uma unidade de alta complexidade, inclusive com leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) para pacientes com o novo coronavírus (Covid-19).

O local conta atualmente com 50 leitos de média complexidade. Para contar com terapia intensiva, são necessários investimentos em equipamentos e recursos humanos.

O pedido faz parte de um documento que será encaminhado ao Governador João Doria (PSDB), solicitando a ampliação de leitos de UTI-Covid na região.

Prefeitos Gustavo Reis (Jaguariúna), Dario Saad (Campinas) e diretor-executivo da Agemcamp, Benjamim Bill Vieira de Souza, durante reunião – Foto: Agemcamp/Divulgação

Balanço da Prefeitura de Campinas revela que no auge da pandemia, o estado mantinha 93 leitos de UTI Covid na cidade, distribuídos entre o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Campinas e o Hospital das Clínicas da Unicamp. Atualmente, são apenas 30 no HC, dos quais 10 foram anunciados nesta segunda-feira.

Outro pedido é que o AME Campinas volte a ter leitos de UTI para atender pacientes da região acometidos pelo coronavírus. O local deixou de ser um hospital de referência para a doença em setembro, passando a atender especialidades, sua função original.

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A decisão por apelar ao governo do estado por mais leitos foi tomada durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC, que aconteceu na manhã desta terça-feira, na Prefeitura de Campinas.

“Temos hoje uma situação preocupante porque o perfil dos pacientes mudou. Há duas semanas, de cada cem pacientes atendidos nos hospitais, um ou dois eram internados. Hoje esse número é entre oito e dez e cada vez mais a doença está chegando a pessoas com menos de 60 anos”, disse o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos).

Os prefeitos temem que o avanço da pandemia e o aumento dos casos graves levem o sistema de saúde da região ao colapso.

“A sobrecarga em cima dos prefeitos aumenta a cada dia, já que os pacientes com coronavírus estão permanecendo mais tempo nos leitos de UTI e não há vagas para todos. Vamos, o mais rápido possível, encaminhar um ofício ao governo estadual solicitando o aumento no número de leitos de UTI para atender a RMC”, disse o diretor-executivo da Agemcamp, Benjamim Bill Vieira de Souza.

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O LIBERAL mostrou que pacientes morreram na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Macarenko aguardando uma vaga em UTI. A cidade não conta na rede municipal com terapia intensiva e o HES (Hospital Estadual Sumaré) deixou de ser referência para atendimento de coronavírus no ano passado.

A Secretaria de Estado da Saúde foi procurada para comentar sobre os pedidos, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

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